Archive for November 2018

Notas do Autor - Capítulo 2 e 3 (Os primeiros passos)


Assassino procurado VIVO! Crime: 3 meses desaparecido sem postar capítulos novos!

Brincadeiras a parte. Kanto está de volta (e espero que concordem) no melhor estilo Red vs. Gary!


Vamos por parte, eu não fiz as notas do capitulo 2, para fazer as notas dos primeiros passos do Red aqui.

Eu queria mostrar um pouco da sensação de ansiedade no Red. A ansiedade boa, do tipo de quando você está tão animado com alguma coisa que não consegue nem dormir por que só queria que o momento tão aguardado chegasse logo! O que resultou num pequeno atraso de sua parte (Clichês, hehe).

Então ele recebe o Pikachu. Se alguém ainda tinha duvidas, a dica estava o tempo todo na imagem dele jogando Pokémon Yellow na parte de baixo do blog. E então eu queria fazer o relacionamento dele com o Pikachu algo diferente e mais real. O Pikachu foi criado por muito tempo pelo Professor Carvalho no laboratório, e agora vai ter que ser o pokémon do Red, um humano desconhecido. Você confiaria cegamente nesse garoto? Espero que eu consiga trabalhar bem e agradar vocês com essa trama.

Aí eu pulei a primeira batalha no laboratório. Ao meu ver, É UM LABORATÓRIO, eles iriam destruir os equipamentos! O Professor Carvalho ia ao menos dizer "Lutem lá fora, crianças!" Isso se ele não desse uma lição de moral de como agora o Red e o Gary tem os mesmos objetivos e devem trabalhar juntos, e não ficar brigando como fizeram a vida toda. Desculpem, mas eu como aspirante a cientista vejo no Carvalho um senhor que une as pessoas e busca usar a ciência para a paz.

E O RED COMEÇOU!

E ele não perde tempo! Ele quer descobrir! E já começou pegando um magnifico... Rattata! Meu primeiro jogo de Pokémon foi um Gold em Japonês. Eu não entendia nada, mas eu queria capturar tudo que eu pudesse, e eu imagino que muitas crianças se sentiram assim quando ganharam seus primeiros jogos de Pokémon na infância. Nada de ficar escolhendo muito no inicio, só TEMOS QUE PEGAR!

Então em Viridian partimos com ele para a Rota 22 para pegar um Mankey, por motivos de: quem nunca teve um Mankey em Pokémon Yellow?

E ENTÃO A LUTA DA ROTA 22 CONTRA O GARY!

Eu estava esperando muito por essa luta! Apesar de nos jogos ela ser opcional, como eu não fiz a primeira no laboratório, eu precisava fazer logo o primeiro confronto deles. E o Red não é O CARA que vocês já conhecem de Aventuras em Johto. E também tentei fazer o Gary um babacão, egocêntrico, sabe-tudo, bem daquele jeito de rival que a Pokémon Company não quer mais fazer, Por que esse era o Gary que eu gostava no inicio. Eu tinha a sensação de "NEM A PAU EU POSSO DEIXAR ESSE CARA ME VENCER!" E eu acho que é essa a sensação que o Red talvez acabe desenvolvendo no final das contas. Acho que esperar pra ver.

Do outro lado da história, tem a menina caída. Ainda não tenho muito o que falar sobre ela. Só que eu queria fazer parecer que ela estava bêbada, apesar de que ela não estava bêbada, okay?! Não estou incentivando o consumo de bebidas alcoólicas aqui por menores de 18 anos! Foi só uma comparação entre os sentidos e a forma que os músculos respondem, mas a explicação disso tudo virá no futuro.

Capítulo 3

Lidando com Situações Adversas

A mudança abrupta do impacto nos músculos das pernas de Red enquanto caminhava fez o garoto tropeçar assim que adentrou as ruas pavimentas de Viridian no meio da tarde, deixando o bosque e o caminho sinuoso e gramíneo que dividia a cidade da Rota 1 para trás.

Os Centros Pokémon eram muito mais do que simples hospitais públicos que atendiam treinadores e Pokémon selvagens. Eram uma parada quase obrigatória para todos os viajantes que, assim como Red, passavam de cidade em cidade coletando insígnias e capturando Pokémon, pois forneciam hospedagem, alimentação e serviços médicos gratuitos para aqueles que portassem uma licença de treinador. 

Viridian era uma cidade bem maior que a pacata Pallet e, diferente desta, contava com uma infra-estrutura melhor, onde Red sabia que poderia encontrar seu primeiro local para descanso de seu início de viagem.

Chegar ao Centro Pokémon não foi difícil, ainda que Red tivesse pedido informações para alguns moradores para isso. O garoto passou pelas portas de vidro automáticas e se deparou com o enorme saguão, que era cheio de cadeiras, sofás e pufes onde os treinadores descansavam enquanto aguardavam seus Pokémon se recuperarem. Ao fundo, atrás de um grande balcão bege de tampo vermelho se encontrava uma moça de cabelos rosados trajando uma calça jeans e um jaleco, onde um crachá identificava sua pessoa: Enfermeira-Chefe Joy.

Red aproximou-se do balcão da recepção e olhou curioso várias telas posicionadas na parede que exibiam informações aos treinadores sobre seus Pokémon. Ao ver seus nomes piscando, os chamados aproximavam-se da enfermaria para retirar seus Pokémon recém-tratados.

— Olá, meu jovem. Em que posso ajudar?

Red se assustou ao ouvir a enfermeira lhe dirigindo a palavra. Sem graça, explicou-lhe que era um treinador novato e entregou suas PokéBolas para serem examinadas. Rattata não deveria estar tão bem depois de levar uns choques de Pikachu, e este poderia estar cansado após correr atrás do primeiro.

— Certo, aguarde na recepção que lhe chamaremos assim que seus Pokémon estiverem em plenas condições! — sorriu a moça, simpática.

O garoto se pôs a esperar no lobby do hospital. Após alguns minutos, decidiu dirigir-se à área de alimentação, pois estava com fome. Sua última refeição havia sido o pequeno sanduíche que serviu de almoço, no inicio da Rota 1, e já se aproximava das quatro horas da tarde e ele ainda não tinha comido nada desde então.

***

Ao retornar para a recepção, viu que uma das telas exibia seu nome. Red então se dirigiu à enfermaria para retirar seus Pokémon. Aproveitou então e pediu informações para a enfermeira a respeito da cidade, já que era um novato por ali.

— Nós temos um ginásio aqui em Viridian, mas o líder se ausentou anteontem. Como treinador Pokémon, você não poderá batalhar lá por uma insígnia, caso esteja planejando — respondeu Joy.
— Não, não... — interrompeu Red sem prestar muita atenção na informação. — Você saberia algum lugar para capturar Pokémon?
— Ah, então está interessado em aumentar o time? Você veio de Pallet, não é? Seguindo para oeste você chegará na Rota 22 e pode encontrar alguns diferentes do que viu na Rota 1. Se precisar de ajuda novamente, não hesite em voltar. Caso precise passar a noite, temos quartos disponíveis — ofereceu a moça.
— Obrigado!

Red guardou suas PokéBolas e correndo, saiu do Centro Pokémon em direção a Rota 22 ansioso para poder conhecer os Pokémon que viviam lá e poder assim aumentar seu time.

Não demorou muito para que o garoto saísse do território de Viridian e logo alcançasse seu destino. Ali começava o início do terreno rochoso que ia sumindo no horizonte e se amontoando, criando montanhas que se agrupavam dividindo as regiões de Kanto e Johto. Era logo por ali, em uma daquelas enormes montanhas, onde se localizava o Planalto Índigo, lar da Elite dos Quatro, que reunia os mais poderosos treinadores que aquelas duas regiões já viram. Red aprendeu na escola que a Elite 4 também eram líderes políticos e administravam tanto Kanto, quanto Johto, como uma aliança governamental.

O mais interessante era o fato de que a Elite 4 sempre aceitava desafios dos treinadores Pokémon, mas o grupo permanecia invicto a anos. Para desafiá-los, passou a valer uma regra básica: Deveria se conseguir ao menos oito insígnias de ginásio, independente da região. Os desafios, por serem difíceis, atraiam muitos poucos treinadores.

Os líderes de ginásio atuavam como prefeitos nas suas cidades. Na falta de desafios, eles se prestavam a cuidar de suas cidades e auxiliar a prover a harmonia e o equilíbrio entre os moradores que habitavam as duas regiões.

Vencer a Elite dos Quatro era um sonho para qualquer pessoa, mas nunca foi prioridade de Red.

A vista era algo que impressionava o garoto. A montanha onde havia sido construído o Planalto Índigo era a maior de todas, e parecia ser reverenciada pelas outras montanhas ao redor. Um brilho prateado vinha de trás do seu pico o iluminando como uma coroa de luz. E aquele brilho prateado foi o que mais chamava a atenção de Red. Se algum dia ele tivesse parceiros fortes o suficiente para explorar o topo daquelas montanhas, ele gostaria de ver de perto aquela luz.

Rochas demarcavam o inicio da Rota 22 formando um pequeno portal de entrada. Red respirou fundo e sorriu antes de correr para a grama alta. O garoto se surpreendeu com a paisagem mais uma vez, e encantou-se ao ver árvores se enraizarem nas pedras. As árvores ficavam na base das montanhas deixando a grama tomar conta do chão terroso da rota e ficavam bem espaçadas, cada uma preocupada com sua própria vida. Todo aquele espaço permitia que as raízes também ficassem bem espalhadas, percorrendo várias direções antes de mergulhar para as profundezas em busca de água e outros nutrientes. Apesar das muitas folhas, a copa não era densa, já que os galhos também não ficavam juntos e se espalhavam como se quisessem explorar o mundo, como Red estava fazendo.

Na copa daquelas mesmas árvores, um grupo de Mankeys brincava agitado se balançando nos galhos. Eles se empurravam para ver quem despencava até o chão ou trocavam socos até desmaiarem. Um deles, porém, encarou o garoto humano que se aventurava na Rota.



Aquele Mankey era, aparentemente, o líder do grupo. Todos os demais de sua espécie e de seu grupo já haviam sido derrotados repetidas vezes em todos os tradicionais jogos que ele propunha e um humano talvez fosse um modo novo de se divertir e de mostrar mais uma vez sua superioridade perante seus companheiros.

Respirou fundo, ergueu os ombros o máximo que conseguiu e com toda a pompa, andou até o menino.

Red se abaixou para poder olhar nos olhos do pequeno primata.

— Mais um para a Pokédex!

Mankey deu um salto e girou no ar. Seu pé atingiu a bochecha do Red, que caiu para o lado com o impacto, gritando de susto. O Low Kick foi super efetivo.

— Mas o que é que foi isso?! — questionou o menino colocando a mão na bochecha, tentando aliviar a dor — Você é louco?

O Mankey riu e pulou para seus companheiros, que gritaram em resposta apoiando a atitude. Red sacou da mochila uma PokéBola e a arremessou perto do macaco, surpreendendo-o. Quando o brilho característico se desfez, Pikachu se fez presente no local, encarando Red.

— Desculpe, mas eu preciso de sua ajuda — pediu o treinador.

Os monstrinhos na árvore se balançaram com força, eriçados, fazendo um enorme fuzuê, balançando-a e causando enorme barulho apenas por ver aquele Pokémon diferente da área.

— Thunder Shock! — ordenou Red.

Pikachu pareceu estar esperando esse comando, pois liberou a carga elétrica de suas bochechas quase imediatamente à ordem de ataque. O choque elétrico foi disparado e Mankey se contraiu por alguns segundos enquanto sentia a corrente elétrica percorrer seus músculos.

O Pokémon macaco não esperava por isso. Ele estava acostumado com os golpes físicos dos seus companheiros e aquilo foi algo completamente novo para seu mundo. Ele precisava ser mais.

Flexionou suas pernas num movimento rápido e foi parar atrás do roedor. Estendeu seus braços e começou a arranhar o Pikachu numa sequência de golpes velozes. Red sacou a Pokédex do bolso e ela advertiu: Era o Fury Swipes.

O rato elétrico guinchou de forma aguda e estridente. O macaco recuou medroso achando que era mais um ataque elétrico em execução, mas nenhum golpe foi formado dessa vez. Seus companheiros de espécie vaiaram a atitude jogando alguns dejetos biológicos um tanto duvidosos. O Mankey olhou para a árvore rapidamente e voltou a avaliar o Pikachu. Ele precisava manter a pose, mas estava com receio de atacar.

Red olhou mais uma vez a Pokédex, que dessa vez informava o movimento do Pikachu: Growl, um movimento que diminua a força do ataque do oponente. O Pokémon estava mostrando movimentos que o treinador não sabia que ele podia usar, sem o seu comando.

Esse era o movimento perfeito. O orgulho do primata seria sua derrota.

— Pikachu, Thunder Shock!

A carga foi liberada das bochechas rubras do roedor e o caminho de elétrons foi feito pelo ar até o primata. Mankey sentiu seus pelos arrepiarem com a estática e seus olhos arregalaram. Ele pulou para trás, mas em vão, a eletricidade veio até ele pela corrente que havia se formado entre os dois. Os gritos vindos da árvore ficavam cada vez mais altos. As extremidades dos galhos já estavam se rachando e partindo de tão agitados que os Mankeys estavam só de assistir aquela luta. Alguns até estavam caindo da árvore junto com os galhos, mas rapidamente voltavam para a copa para voltar a ver aquela competição.

Red colocou a mão na mochila e tomou impulso para correr.

— Growl, agora!

Pikachu guinchou mais uma vez. Mankey assustado pulou alto com facilidade. Red já estava correndo em sua direção e sacou a mão de dentro da mochila com uma PokéBola vazia na mão. Arremessou-a para cima e acertou em cheio o focinho do Pokémon.

A esfera caiu no chão e vagarosamente mexeu três vezes antes de ficar completamente imóvel e dar o sinal de captura bem-sucedida.

— Outro para a Pokédex! Obrigado Pikachu! Pode voltar agora se quiser — agradeceu Red mostrando a PokéBola do roedor, que logo retornou para o conforto da esfera.

Os macacos que estavam na árvore fizeram silêncio por dois segundos, encarando o humano, e logo começaram o maior alvoroço que houvera nos últimos meses. Começaram a se socar e se chutar, jogar os dejetos mais estranhos que encontravam uns nos outros, contraíram o bíceps para comparar o tamanho dos músculos para logo em seguida serem derrubados das árvores por uma cabeçada pelas costas. Red que observava ao longe se assustou e se preocupou com a hipótese remota daquele bando decidir atacá-lo e por isso pensou em continuar seguindo em frente, mas não pôde nem ao menos dar cinco passos que um familiar rosto apareceu no horizonte, lhe dirigindo a palavra.

— Foi só capturar um Pokémon novo que ficou todo animado, mesmo que seja só um baderneiro — Red conhecia muito bem o dono daquela voz arrogante. — Você ao menos tentou analisar alguma estatística antes de capturar? Viu alguma coisa sobre o Pokémon? Você sabe qual o tipo dele pelo menos?

A cada palavra, a voz se tornava mais clara e mais alta. Não demorou muito até que Red estivesse frente a frente com Gary Carvalho, a pessoa que ele mais detestava em Pallet. O rival agora estava bem ali, em pé na sua frente.

— O que está fazendo aqui, Red? — perguntou o jovem prodígio.
— O que seu avô pediu pra fazer, preenchendo a Pokédex — respondeu Red, de forma ríspida.
— Você não deveria tratar o trabalho do meu avô de qualquer jeito, capturando espécimes bagunceiros como esse Mankey. Você poderia se esforçar mais, Red. Até no dia de partir, você se atrasou — Gary provocou com seu jeito debochado.
— Não é problema meu se você é apressadinho.
— Se você acha que há algum problema com meu método, podemos tirar a prova agora. Todos os meus, contra todos os seus.

Gary sacou uma PokéBola do seu cinto e atirou no chão, entre os dois. A luz branca tomou conta do local por um breve instante, até se dissipar e revelar um pequeno pássaro acastanhado, com penas rebeldes, e que olhava curioso para Red, que por sua vez ficou imóvel, em dúvida do que fazer.


— Vamos. Está com medo? — o garoto sorriu de forma provocativa.

— Não, eu sei o que estou fazendo — respondeu tentando passar confiança, mesmo que sua mente estivesse confusa. Procurou na mochila a PokéBola que queria e a lançou no chão. O brilho emergiu da esfera por alguns segundos dando forma ao roedor purpura que conhecera na Rota 1. Rattata entendeu a situação. Apesar de ser a primeira vez sob comando de um treinador, ele tinha em mente que se aquele humano conseguiu captura-lo, deveria ser capaz de comandá-lo.

— Sand Attack! — ordenou Gary.

Pidgey voou alguns centímetros acima do chão e bateu asas contra o solo, levantando a poeira contra o rato inimigo que virou o rosto tentando se proteger.

 — Tackle! — ordenou o garoto em seguida, e o impacto chegou logo, com ajuda da gravidade. A poeira levantada tinha entrado nos olhos de Rattata, e estavam atrapalhando sua visão. O pobre roedor não viu nem o inimigo se aproximar quando recebeu o dano.

—Rattata, Quick Attack!

O roedor aproveitou a proximidade do pombo e logo cabeceou seu oponente enquanto este começava a alçar voo. Pidgey desequilibrou por alguns segundos antes de conseguir novamente se manter no ar. Outro Sand Attack foi ordenado novamente por Gary, sendo prontamente atendido por seu Pokémon, que levantou outra nuvem de poeira do solo e novamente fazendo grãos de areia atingir as córneas de Rattata.

—Tackle! — disparou Gary mais uma vez.

O pássaro voou o mais alto que pode despencou, batendo no crânio do seu oponente com seu peito musculoso. Rattata não suportou o impacto e caiu no chão de imediato, tonto. Ele não conseguia levantar e ao tentar, sua visão escureceu mais ainda, até que caiu imóvel, desmaiado.

Rattata estava fora de combate.

Um turbilhão de pensamentos preencheu a cabeça de Red. Ele havia lutado contra dois Pokémon selvagens até agora. Até bem, por sinal. Aquele Pidgey não era como qualquer oponente, tinha algo a mais que o garoto sabia que deveria ser considerado.

Será que ele usava logo Pikachu? Ou talvez o Mankey?

Na escola ele viu que Pokémon do tipo Elétrico tinham vantagem contra Pokémon voadores, mas Gary podia ter um truque na manga.

Mankey perdeu anteriormente, mas havia sido contra Pikachu a luta. O Pokémon macaco também não era um oponente fácil.

Enquanto pensava, Red retornou o parceiro nocauteado para a PokéBola sussurrando um pedido de desculpas e lançou o Pokémon recém capturado para a batalha.

O bando na árvore não deixou passar batido. O grupo voltou a prestar atenção na batalha que ocorria, já que seu antigo líder agora estava presente novamente e eles queriam ver o caos.

O Mankey de Red por outro lado, não parecia tão feliz. Olhou para o novo treinador com fúria na alma e pulou para atacá-lo. O garoto estendeu os braços para se defender tentando afastá-lo enquanto tentava explicar que o alvo a ser atacado era na verdade Pidgey.

— Ele nem te obedece, Red. Esse será mais fácil ainda. Tackle!

Pidgey tomou impulso e novamente atacou. Não teve pena. O impacto derrubou o Pokémon e humano juntos e aquilo foi o suficiente para que Mankey tivesse mais raiva do pássaro, soltando seu treinador e virando-se para tentar atacar Pidgey utilizando o Fury Swipes, mas o pombo desviava voando.

Apesar de Pidgey desviar com certa facilidade, Gary queria se prevenir.

— Gust!

Inflando o peito o máximo que conseguiu, a batida de asas do pequeno pássaro gerou um pequeno tufão que arrastou Mankey alguns metros de distância naquela campina onde a batalha acontecia. Os outros primatas na árvore berraram eufóricos.

O golpe super-efetivo deixou Mankey cansado, mas não sem determinação. Red ordenou Fury Swipes, mas o macaco não deu ouvidos. Partiu furioso para cima do oponente utilizando o Low Kick, mas Pidgey desviou com facilidade mais uma vez e finalizou com mais um Gust ordenado por seu treinador.

Ao cair no chão, o Mankey tentou se levantar. Todos os seus membros tremiam, como reflexo da força que seus músculos faziam sem sucesso para pôr o corpo novamente em pé, mas a raiva e o orgulho, pela segunda vez no dia foram sua derrota. O Pokémon cada vez mais foi perdendo a consciência, até que ele simplesmente acalmou. Seus músculos pararam de tremer.

Mankey estava nocauteado.

Mais uma vez, os Mankey na árvore berraram e voltaram ao caos particular, como se quisessem reproduzir a batalha entre si.

Mas o caos também se instaurava na mente de Red. Aquele Mankey não fazia questão nenhuma de o obedecer e ainda havia atacado seu treinador — duas vezes, e foi facilmente derrotado por Gary, que nunca fez nada de útil na vida e só usava a fama do avô para se gabar.

Red já tinha capturado dois Pokémon. Lutou contra eles e se saiu até bem.

Não. Ele não tinha feito nada além de jogar a PokéBola. Pikachu na verdade é quem tinha feito todo o trabalho. Numa relação de Treinador e Pokémon, as coisas deveriam ser mais equilibradas, talvez?

 Ele nem sabia que o Pikachu usava Growl até mais cedo, na batalha contra o Mankey.

Talvez fosse a hora de deixar Pikachu brilhar e dar total apoio.

Retornou o Mankey e sacou da mochila a última PokéBola que tinha. Outra vez o brilho tomou conta do lugar e materializou um Pokémon.

Pikachu observou o lugar e entendeu a situação.

— Pikachu, eu quero ser um bom treinador para você. Para o Rattata e para o Mankey também. Eu preciso de vocês. Então... Poderia me ajudar nessa?

Red não entendeu o que seu Pokémon dizia em resposta, mas o aceno positivo com a cabeça no final o fez entender que a resposta era sim.

— Sem enrolação. Gust!

Gary queria evitar aproximações entre Pidgey e Pikachu, mas não adiantou muita coisa. O Thunder Shock que Red pediu foi inevitável. A carga elétrica correu pelo ar das bochechas do roedor até o pássaro. Foi o suficiente para que Pidgey caísse nocauteado no chão.

— Então você consegue fazer alguma coisa... Mas de quantos Pokémon você precisa para derrotar um único meu? — provocou o rival.

 Gary retornou o Pidgey nocauteado e guardou sua PokéBola no cinto. Sacou sua segunda PokéBola. Red só tinha Pikachu, era um contra um.

A esfera foi lançada em campo. A luz deu forma à um mamífero quadrupede de pelo castanho de juba clara. As longas orelhas se atentavam a tudo, mas principalmente no Pikachu. Seu rosto era fofo, mas sua expressão deixava clara que ele não estava ali para brincar. Red sacou a Pokédex e descobriu o Pokémon que estava vendo: Eevee.


— Growl! — começou Red, após aprender que nem sempre a melhor forma de vencer é causando danos o tempo todo.

Pikachu gritou, fazendo o Eevee recuar cauteloso.

— Sand Attack! — ordenou o rapaz.

 Com as patas traseiras, o pequeno mamífero atirou porções de barro do chão no seu oponente. Alguns grãos de terra atingiram os olhos do roedor que passou a ficar incomodado, passando suas patas no rosto na tentativa vã de aliviar tal sensação.

Gary então ordenou um novo movimento: Tail Whip. Eevee se aproximou de Pikachu e usou sua cauda como chicote, mas não causou nenhum dano. Red não entendeu o motivo daquele ataque, mas então percebeu que seu Pokémon agora estava em pé, com os braços abertos e com o tórax exposto.

— Tackle! — exclamou o rival, fazendo Eevee correr veloz na direção do oponente e atingir Pikachu em cheio, para desespero de Red.

O roedor elétrico gritou algo para seu treinador e balançou sua cauda. Red pegou a Pokédex para analisar os dados do seu Pokémon e conferiu seus movimentos. “Thunder Shock”, “Growl” e também “Tail Whip”.

Então aquele jogo podia ser jogado por dois.

Mas antes que o garoto pudesse tomar alguma atitude, seu oponente já o havia feito. Eevee novamente jogava porções de terra em Pikachu, que cada vez ficava mais debilitado. Red pediu para que seu parceiro usasse Tail Whip, mas o tempo que levou até que o pequeno rato achasse o inimigo e utilizasse o movimento foi o suficiente para que Eevee esquivasse. Gary não deixou essa falha sair por menos e ordenou mais um Tackle, fazendo seu Pokémon atingir as costas de Pikachu, que caiu no chão perdendo o fôlego por um instante.

— Sand Attack! — ordenou Gary mais uma vez.

Eevee atirou mais porções de terra com suas patas traseiras e acertou o rosto de Pikachu. Agora, eram tantos grãos em sua córnea que o roedor não conseguia nem mais abrir as pálpebras. Ele apertava os olhos com as patas para tentar diminuir o incômodo, mas não adiantava muito. Pior é que agora Pikachu não sabia o que esperar da batalha, impossibilitado de enxergar.

Em um ato de desespero, Red pediu um Thunder Shock. Pikachu, de olhos fechados, se apoiou nas quatro patas colocando a cauda para cima, avaliando o ambiente. Gary aproveitou a abertura e ordenou mais um Tackle, que para ele seria o golpe final.

Eevee se posicionou e correu para o ataque. Pikachu sentiu a movimentação e preparou seu ataque enquanto faíscas já chiavam em suas bochechas. Ele esperou, não podia errar. Sentiu Eevee movendo seus pelos, então liberou a eletricidade. Todos os músculos do Pokémon de pelos castanhos se contraíram. Por alguns segundos ele não conseguiu respirar, seu peito doía e suas patas permaneciam flexionadas.

 O mundo nunca dera tantas voltas.

Apesar do ataque de Pikachu, a inércia manteve Eevee em movimento e o impacto do golpe aconteceu. O topo da cabeça do Pokémon de Gary atingiu a lateral da face do Pikachu instantes após o choque elétrico ser disparado, fazendo com que o roedor fosse arremessado para o lado e Eevee caísse ao chão, espasmando devido a corrente elétrica que ainda estava em seu corpo.

O Pokémon de Gary tentou se levantar, mas seus músculos não o obedeciam como de costume. Eles contraiam na hora errada e quando ele lidava com a contração, o musculo estendia de forma abrupta. O choque que ele tomou de Pikachu estava fazendo com ele não se movimentasse da forma como gostaria, completamente paralisado.

Do outro lado, Pikachu permanecia imóvel, com a respiração lenta e forte. Duas ou três faíscas de eletricidade saíam de suas bochechas, mas logo deixaram de aparecer. Assim que tocou o solo, ele não se moveu mais, permanecendo estirado ao chão.

Red estava estupefato. Ele havia deixado até Pikachu passar por aquela situação.

— Ainda acha que estamos no mesmo nível? — perguntou Gary, mas pela primeira vez, Red não soube responder ao garoto que desdengava por toda a infância.
— Mas... Mas... Seu avô... O Professor Carvalho disse... — gaguejou Red.

Gary riu.

— Dar falsas esperanças para pessoas sem talento é o único defeito do meu avô. Você acha que por causa do estimulo dele você poderia mudar algo em você mesmo? Então façamos o seguinte: Derrote a Elite dos Quatro e torne-se o campeão. Esse é o meu objetivo. Você quer provar que está no meu nível? Chegue lá também.

Red correu até o Pikachu e o pegou no colo, ao mesmo tempo em que sacou a sua PokéBola da mochila para recolhê-lo.

— Existem oito ginásios de treinadores em Kanto — continuou Gary. — Vença os líderes e pegue suas insígnias como prova. Só juntando as oito insígnias você pode desafiar a Elite na Liga Pokémon. Eu aposto que você não terá nem quatro insígnias quando eu tiver chegado lá.

Red guardou a PokéBola de Pikachu de volta na mochila e, sem olhar para seu rival, correu de volta rumo à Viridian.

Gary encarou Red com um sorriso vitorioso. A única pessoa em Pallet que nunca havia se curvado perante sua grandeza agora tinha percebido o quanto ele era brilhante.

— Bom trabalho, Gary! — disse para si mesmo.

Ele queria alguém ao seu lado apenas para poder receber um tapinha de satisfação em seu ombro naquele momento.



  

Vamos lá!



E aí pessoal? Tudo belezinha?

Tá tudo muito paradão em Kanto recentemente, mas acho que alguns acontecimentos vão fazer nosso continente tremer agora!

Hoje lançou o novo (e controverso) jogo da franquia que amamos. Eu mesmo estou com um pé atrás quanto ao jogo, mas ao mesmo tempo quero muito jogá-lo! E vale lembrar que o jogo é uma releitura do Pokémon Yellow, o game que inspirou Aventuras em Kanto, então eu não podia deixar passar batido isso aqui no blog! E parece que a Pokémon Company também não, já que eles refizeram a primeira abertura do anime com cenas dos jogos, e ficou sensacional! Confiram o vídeo, sério, está muito bom!


O que vocês acharam do vídeo?! Eu pulei da cadeira quando ví esse Mewtwo e a música começando! Aí meu Arceus! Eu ainda vou ter que esperar muito para poder ter esse jogo em minhas mãos, e sei que muitos leitores também não poderão jogar tão cedo, então tenho um premio de consolação para vocês.

Como eu já disse no inicio do post, Kanto está muito parada, e finalmente alguma coisa chegou para chacoalhar nossas terras montanhosas (Quem hoje em dia fala "Chacoalhar", Killer, seu velho?) Então depois de éons, finalmente trarei para vossas senhorias capitulo 3, que virá ao ar em 12 horas a partir do horário desse post. Vamos comemorar o retorno de Kanto a franquia pessoal. Pikachu e Eevee chegaram arrasando! VAMOS LÁ!

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