Notas da Autora #04 [Capítulo 3]


EU PEGUEI FÉRIAS, OK?

Olá, Estrelitas e Estrelitos do meu coração, Star na área para mais um post.

Se o Capítulo 2 foi calmo e suave, já o 3... OH BOY!
Uma nova escola pode ser um pesadelo, mas até que está sendo cômico e emocionante.
O que acharam da Mary? Sabia que no começo ela não seria uma vilã? E que ela seria presa? Bom, ela deu sorte rs.

Os shipps estão florescendo na mente de vocês, adoro isso <3 Gosto de como vocês se envolvem com meus personagens e começam a especular shipps. Estou louca pra pra fazer um artigo sobre os Shippings de Aventuras em Kanto :33

Repararam a presença de personagens conhecidos? Amy e Silver deram as caras por Kanto e essa é a primeira de muitas relações que AeK terá com Aventuras em Johto, já que as regiões andam juntinhas o/

Acho que por enquanto é só. E então? Apostas? Palpites do que está por vir?

Até mais, pessoal ^-^


Capítulo 3


  Ela respirou fundo, ajeitou a mochila nas costas e encarou o enorme prédio a sua frente. “Viridian Midwich School”, era o que dizia a enorme placa de metal pregada na parede. Já se passara uma semana desde que chegara a Kanto, e agora, iria encarar o primeiro dia de aula numa nova escola e numa nova região. Estava tão ansiosa, mas ao mesmo tempo, receosa. Até que sentiu alguém bater de leve em suas costas.

  -Vai atrapalhar o fluxo das pessoas se ficar no meio do caminho. - riu Priscilla. - Vamos lá, não é tão assustador assim, pense pelo lado positivo, estamos na mesma sala de aula.
  Para entrar na escola, os futuros alunos tinham que fazer uma prova de admissão, a diretora se surpreendera com a inteligência de Charlotte e resolvera colocá-la em uma série acima do normal.
  - É, tem razão. - concordou a de cabelos castanhos.
  - Priscilla! Charlotte! - exclamou uma voz masculina, ao olharem para trás, se depararam com Gary, e Red estava ao seu lado. Os dois se aproximaram das garotas.
  - Preparada para mais uma semana de aula, Priscilla? – provocou Gary.
  - Nem um pouco. Eu estaria mais preparada se fosse enfrentar agora o campeão da Liga com um Metapod. – respondeu a loira.
  - Vai acabar traumatizando Charlotte... – riu Red. – Aliás, seja bem-vinda.
  - Ah, obrigada. – sorriu Charlotte.
  Gary praticamente saltou na frente da novata, dando um leve susto nela, ele pegou a mochila das costas dela.
  - Uma dama não deve carregar tanto peso. – disse ele, meio galanteador. – Venha, princesa, vou te proteger nesse enorme mundo perigoso cheio de dragões e monstros.
  - Isso aqui não é a Idade Média, Gary. – retrucou Red.
  Charlotte riu com a brincadeira, estendeu a mão para Gary e disse:
  - Vai ser uma honra, nobre príncipe.
  O de cabelos espetados olhou para a garota e sorriu, segurando a mão da companheira e guiando-a para dentro da escola, deixando Red e Priscilla para trás, inconformados com a cena.
  - Eu von fingir que não conheço eles... – comentou Red.
  - Eu também... – concordou a loira.

  A sala de aula era um lugar confortável, as carteiras estavam perfeitamente organizadas em fileiras, as paredes eram brancas muito bem pintadas, havia também a mesa da professora e o famoso quadro negro, não tinha o mesmo luxo das antigas salas de aula na escola em Sinnoh, mas Charlotte sentia o mesmo conforto. Foi conduzida por Priscilla a se sentar na fileira encostada na janela e enquanto pegava os materiais da mochila, ficou observando a paisagem que aquele lugar lhe proporcionava, dali, era possível ver algumas casas e o Ginásio Pokémon.
  - Aquele é o famoso Ginásio Pokémon de Viridian. – comentou Priscilla, ao lado da colega. – Vários treinadores tentam enfrentar o líder dele, mas dizem que só poucos conseguem vencer.
  - Quem é o líder? – questionou a morena, prestando atenção nas informações.
  - O nome dele é Giovanni, é um homem misterioso e que quase nunca sai do ginásio, foram poucos que viram seu rosto, ele sempre dá as ordens para seus Pokémon escondido nas sombras. Sua especialidade é o tipo Ground.
  - Entendi... – disse Charlotte, ainda observando o ginásio. Sua atenção foi desviada pela entrada da professora na sala. A professora possuía longos cabelos rosados e enrolados, que estavam enfeitados com uma faixa floral. Era branca pálida e tinha olhos azuis piscina. Usava uma blusa amarela tricotada de gola alta e uma calça colada azul marinho e um scarpin vermelho.


  - Bom dia alunos. – cumprimentou ela. Ao que todos responderam, ela continuou, olhando para um papel em sua mão: - Vejo que temos uma nova aluna. Charlotte Chandler está aí? – ela olhou para a sala, procurando a dona do nome. A dita cuja levantou a mão, tímida. – Aproxime-se e se apresente.
  Charlotte levantou com receio e foi até ao lado da professora, virou-se para a sala de aula e encarou os novos colegas, que observavam ela com certa curiosidade.
  - M-meu nome é Charlotte Ca-, digo, Chandler. Tenho 8 anos e sou natural da região de Sinnoh. – disse a garota, curvando de leve para frente em um gesto de cumprimento. – É um prazer conhece-los.
  - Você é parente da Priscilla? – questionou a professora, ao lado da nova aluna.
  - S-sou prima dela... Estou... Passando uma temporada na casa dela. – informou a mais nova.
  - Espero que você não tenha puxado o jeito malandro da Priscilla. – riu a mulher. – Enfim, bem-vinda a Kanto e a escola. Se precisar de ajuda, sou a professora Mary. – disse, sorrindo.
  Charlotte olhou para a professora e sorriu de leve. Mary tinha um sorriso reconfortante, mas o olhar dela incomodava a garota, por algum motivo. Ela voltou para sua carteira e Mary iniciou a aula.

  A hora do intervalo era o momento propicio para que futuros treinadores exibissem seus Pokémon, batalhas eram proibidas, mas nada impedia os alunos de brincarem com seus companheiros durante a hora do lanche. Crianças de todos os tamanhos brincavam com Pokémon de todos os tipos, Charmander’s e Squirtle’s dominavam o pátio, raramente se via Bulbausaur’s ou outros monstrinhos. Priscilla e Charlotte se sentaram em um banco que ficava perto de um pequeno jardim onde uma enorme árvore fazia sombra. A loira comia o lanche que sua mãe havia preparado enquanto encarava a variedade de Pokémon que dominavam o pátio.
  - Tudo bem, Priscilla? – questionou a morena ao seu lado.
  - T-tudo sim. – ela suspirou. – Eu só fico ansiosa mesmo vendo os outros com seus Pokémon e eu aqui, sem nenhum.
  - O Venonat não é seu?
  - Ah, não. É da minha mãe. – Priscilla suspirou. – Eu queria o meu próprio...
  - Um dia você terá o seu, tenha paciência. – consolou Charlotte, que logo focou seu olhar para a árvore que fazia sombra, seu rosto começou a ficar pálido rapidamente. A loira notou, franziu a testa e perguntou:
  - E-ei, ta tudo bem? Tá ficando pálida.
  Com receio, a outra apontou para a tal árvore, a mais velha seguiu a direção do dedo e olhou para a planta. Dois bizarros olhos que pareciam zangados tomavam conta do tronco de madeira.
  - Ah, oi Gastly... – cumprimentou Priscilla, não impressionada com o fato. Os dois olhos revelaram seu corpo, uma bola de gás roxa e preta com uma enorme boca e duas presas afiadas.


  - Fan...Fan... – murmurou Charlotte, paralisada ao ver o Pokémon.
  - Fantina? Não, esse Pokémon não é dela não, é do- 
  - FANTASMA! – gritou a mais nova, assustando alguns alunos e Pokémon por perto.
  - Calma, calma, Charlotte. O Gastly não é malvado. – riu a loira.
  - Gastly! – uma voz de garoto chamou o Pokémon, logo, o dono da vez apareceu. – A-ah, aí está você. – ele se aproximou. – Não suma de novo.
  O suposto dono do Gastly era um garoto engraçado, não porque fazia piadas boas (na maioria das vezes, só ele ria de suas próprias piadas), mas por causa da sua aparência. Suas roupas eram sempre bem passadas - o anormal para uma criança em fase de crescimento - era levemente gordo, seus cabelos escuros estavam sempre bem penteados e o que chamava mais a atenção eram os óculos fundo de garrafa que sempre usava. 

   - Olá Armin. - cumprimentou Priscilla, aparentemente, os dois eram amigos. - O Gastly fugiu de novo? Precisa cuidar melhor dele.
   - Ah, ha-ha. Fantasmas somem né? - riu o garoto, sem graça.
   - Ah, Charlotte, esse é Armin, ele é da outra classe e é muito inteligente. - apresentou a loira.
   - É um prazer, Armin, sou Charlotte. - sorriu a mais nova
   - O-o prazer é meu. - respondeu Armin, meio tímido. - A-ah, Priscilla, e-eu... ganhei isso no Gashapon pra você... - o menino estendeu a mão e exibiu uma pequena figure de um Charizard.
   - WOW! - exclamou a presenteada, animada. - Armin, é lindo. Eu adoro o Charizard - a loira pegou o presente e ficou admirando ele. - Obrigada, Armin, de verdade. - Priscilla sorriu, e seu sorriso franco fez com que Armin corasse muito.
   - E-eu prometo te dar a Pokédex de Kanto inteira um dia. - confessou o garoto, muito envergonhado. O teor da frase não saiu exatamente como ele querida, mas impressionou Priscilla de qualquer jeito.
   - Você é incrível, Armin. - disse a loira.
   O garoto olhou para ela e sorriu, ainda com as bochechas ardendo.

   Era o fim de intervalo, Charlotte e Priscilla aproveitaram os últimos minutos para passarem no banheiro pra lavar as mãos e o rosto.
   - Ele gosta de você... - começou Charlotte, em frente ao espelho.
   - Quem? - questionou Priscilla, meio surpresa e curiosa com a pergunta.
  - O Armin.
  - Oxe. Nada haver. - a loira ficou meio constrangida. - Somos só bons amigos, figures de Pokémon são nosso gosto em comum...
  - Sei. - a morena encarou a amiga, meio rindo. - Você não consegue me enganar. - disse, secando as mãos com o papel toalha.
   - Para com isso, sua boba. - riu a mais velha, repetindo o gesto. - Mas é notável que você sentiu algo quando viu o Gary.
   - Hã? - Charlotte corou e sentiu suas bochechas arderem. - N-nada haver, eu acabei de conhecer ele. E-ei, volta aqui. - ela seguiu a mais velha, saindo do banheiro. - Priscilla. Espera. E-eu não gosto do Gary!
   A última frase saiu mais alto do que Charlotte queria, mas ela não esperava que Gary ouvisse. O garoto estava passando pelo corredor com Red e parou quando ouviu a frase. A morena olhou para o colega e sentiu-se extremamente envergonhada.
   - A-ah, G-Gary... E-eu... Eu... - a voz falha da garota indicava o nervosismo dela. - N-não é isso que eu quis dizer, digo, não é que eu não goste, digo, e-eu não gosto, m-mas não nesse sentido que você ta pensando... - "droga, não ta funcionando",pensou.
   Gary riu baixinho e abraçou a garota com um dos braços.
   - É claro que você não gosta de mim, você me adora, não precisa ter vergonha de admitir.
   Charlotte sentiu-se aliviada. Gary  suspirou internamente, aquela frase realmente o machucara. Estava tudo bem?
*    *    *    *


   Era noite, passava de meia-noite, a cidade de Viridian adormecia, algumas casas estavam com as luzes apagadas, só era possível ouvir os sons da noite, mas o que chamava a atenção eram as luzes acesas do ginásio da cidade. Uma batalha estava acontecendo aquela hora?
   A moça de cabelos róseos se curvou próxima de uma espécie de trono, que estava coberto pelas sombras e escondia o rosto de um homem.
   - Chefe, mandou me chamar? - questionou ela.
   - Sim. - respondeu ele. - Vou te mandar para uma missão muito importante.
   - Estou honrada, senhor. Pois diga, qual é a tal missão?
   - Preciso que faça uma visitinha ao Laboratório do Professor Oak, em Pallet. - começou ele, acariciando a cabeça do Persian que jazia ao seu lado. - Descobri de alguns contatos que existem papéis interessantes sobre os três pássaros lendários, Zapdos, Moltres e Articuno.
   - V-você disse... Pássaros lendários? - os olhos da mulher brilharam por um momento.
   O sorriso cínico do homem surgiu por entre as sombras, que chegou a arrepiar a moça.
   - Sim, os seus adorados pássaros. - confirmou. - Consegue fazer isso por mim? Confio essa missão a você porque sei que a fará com muito orgulho.
   - Ah, claro que sim, senhor. Agradeço a sua imensa confiança. Prometo não te decepcionar. - Ela curvou-se novamente, animada pela ideia.
   - Muito bem, Mary...
*      *     *      *



   Passara duas semanas desde que Charlotte tinha entrado na nova escola, ela já havia se acostumado com o ritmo e com alguns costumes da nova região, mais alguns dias e poderia se considerar uma legítima Kantoense ou qualquer outro termo utilizado para classificar um morador da região.
   Um dia de aula estava se encerrando, as atividades da tarde já haviam terminado na pequena escola de Viridian. Priscilla e Charlotte estavam terminando de arrumar seus materiais para irem para casa quando Mary passou pela sala das duas, carregando uma pilha de papéis e cadernos.
   - Ah, meninas! – disse a professora, ao ver as duas. – Podem me ajudar aqui? Preciso levar esses papeis até a sala dos professores.
  - Nossa! – exclamou Priscilla, espantada com a situação da professora. – Tudo bem. – as duas colocaram suas respectivas mochilas nas costas e se aproximaram da mais velha.
  Com um sorriso de agradecimento, Mary dividiu a pilha para as três e partiram para a sala dos professores.
  - Podem deixar nessa mesa. – a de cabelos róseos colocou sua pilha em cima de uma mesa que pertencia a ela na sala e as alunas repetiram o processo.
  - O que são todos esses papéis? – questionou Charlotte.
  - A maioria são provas de alunos e tarefas, mas tenho alguns documentos pessoais no meio. – respondeu Mary.
  - “As três aves lendárias: Um mistério para o povo da região de Kanto” – leu Priscilla, observando um dos papéis próximo a ela. – As três aves...?
  - Articuno, Zapdos e Moltres. – completou a professora, pegando o documento que a aluna tinha acabado de ler e abriu em uma das páginas, mostrando um desenho conceitual antigo de três pássaros, um era azul com enormes asas, o segundo tinha penas arrepiadas e era amarelo e preto e o terceiro era amarelo, com chamas em voltas das asas. – Os povos antigos dizem que Lugia criou eles para que cuidassem dos fluxos dos oceanos, Articuno cuidava das correntes marinhas frias, Zapdos das tempestades e Moltres das correntes quentes.

   - Uau! – exclamou a loira, animada com a nova descoberta.
   - Não se sabe muito sobre elas e nem onde elas habitam, apenas os grandes professores e pesquisadores possuem as informações e tudo que eu sei foi divulgado por eles. – explicou Mary. – Meu sonho é conhecer Articuno, Zapdos e Moltres pessoalmente, por isso, pesquiso muito sobre eles e sempre coleto tudo o que divulgam.
   - É um sonho incrível. – comentou Priscilla. – Meu sonho é ser uma Pokémon Master! Então vamos lutar pelos nossos sonhos.
   A professora sorriu com a empolgação da aluna e assentiu, respondendo:
  - Sim, vamos.

  Saíram as duas da escola, conversando sobre a nova descoberta, estavam tão distraídas que nem notaram a aproximação de alguém, até que Charlotte acabou trombando com uma pessoa que passava, assustada, ela olhou para o desconhecido:
  - D-desculpa.
 Era um homem alto que tinha por volta de 30 anos, tinha cabelos curtos e negros muito bem penteados. Tinha um olhar sério com seus olhos pretos e profundos e leves marcas de expressão. Usava um casaco longo preto, combinando com calça e sapatos da mesma cor.
  - Tome cuidado, garotinha. – respondeu o homem, com uma voz pesada, olhando para Charlotte. Por algum motivo, aquele rosto o lembrava de alguém.
  Ao seu lado, duas crianças estavam de mãos dadas, uma garota, perto dos seus 8 anos com cabelos castanhos curtos e lisos, belos olhos azuis, usando um pequeno vestido preto e curto, combinado com botas brancas, o que não combinava muito para uma criança daquela idade. Ao seu lado, havia um garoto menor que ela, com seus 4 anos e curiosos cabelos ruivos cor de fogo, o comprimento do cabelo batia no ombro do pequeno, ele usava uma blusa azul com detalhes em vermelho e uma calça jeans e tênis, seus olhos tinha um tom de cinza claro.
   O silêncio dominava a cena, Charlotte encarava o homem e ele a encarava, enquanto as duas crianças observavam a cena, caladas, sem demonstrar nenhuma emoção. Priscilla foi a primeira a notar a pelúcia de um Pidgeotto nas mãos da garota que acompanhava o homem.
   - Ah! Que Pidgeotto bonito! – exclamou a loira, acabando com o clima pesado.
   A garota de olhos azuis nada respondeu, meio escondendo sua pelúcia, contendo um sorriso por causa do elogio.
   - Acho Pidgeotto muito bonitos, mas nada vai superar a maestria do Pidgeot! – continuou Priscilla, tentando se socializar com a garota.
   - Eu também a- - a voz tímida e baixa da dona da pelúcia foi interrompida pela voz estrondosa do homem:
  - Amy! – ele encarou a pobre garota com um olhar amedrontador, o que fez a espinha da garota gelar. – Vamos embora...
  Em prontidão, quase como automaticamente, a menina assentiu e saiu na frente, puxando o garoto de cabelos vermelhos junto. O homem mais velho encarou Charlotte e Priscilla pela última vez e seguiu as crianças.
  - Eu hein? Acho que ele ta de mal humor. – comentou a loira, observando as três figuras virarem a esquina, partindo para um lugar desconhecido.

*      *      *      *

  Era perto das nove da noite, o céu estava aberto e a lua e as estrelas brilhavam intensamente, a noite na cidade de Pallet Town seria tranquila. Priscilla e Charlotte estavam no quarto, a loira se divertia com seu Game Cube enquanto a morena observava toda aquela tecnologia.
  - WATCH OUT! YOU’RE GONNA CRASH! – exclamou a do vídeo game, imitando um personagem do jogo.
  - Deve ser a décima vez que você vê essa cena desde que eu cheguei aqui... – comentou Charlotte, deitada em sua cama.
  - Sinto que essa cena vai ser relembrada no futuro. – riu a amiga. – Quer jogar?
  - A-ah, pode ser.
  - Então senta aí. Vamos jogar Mario Party. – disse a loira, trocando o jogo. – E prepare-se para testar nossa amizade.
  - Parece tentador... – riu a outra, descendo da cama e se aproximando.
  De repente, um som de sirene alto ecoou pela pequena cidade, o som era tão alto que era possível ouvir do quarto das garotas, que se assustaram com tamanho barulho.
  - O que foi isso? – questionou Charlotte, espantada.
  - É a sirene do laboratório do Professor Oak. – respondeu Priscilla. – Estranho... Muito estranho... – a garota correu até a janela que dava visão para o laboratório e viu as luzes de segurança piscando intensamente. Charlotte parou ao seu lado, observando também. – Alguém invadiu o laboratório... – concluiu a loira.

  Não demorou muito para que a polícia aparecesse, vieram em duas viaturas, alguns policiais invadiram o estabelecimento pela porta da frente enquanto outros foram investigar os fundos, Jolteon e Growlithe ajudavam na busca de pistas. Samuel Oak surgiu rapidamente, vestindo pijama e pantufas, preocupado com seu local de trabalho.
  - Vamos isolar a área! – gritava uma mulher que parecia comandar a operação.
  - Com licença! – Oak se aproximou da mulher.
  - Ah, Professor Oak, não se preocupe, já estamos investigando.
  - PARADA AÍ! – exclamou um policial dentro do laboratório, apontando sua arma para a suposta invasora. O Jolteon ao seu lado eriçou seus pelos amarelos, pronto para atacar.
  A invasora olhou para o policial e riu. A luz da lua atravessou a janela quebrada por ela iluminou a mulher e seus cabelos róseos. Mary carregava em suas mãos importantes papéis e já não usava suas roupas alegres, e sim uma blusa extremamente sexy e uma saia com um rasgo perto da perna, ambos pretos e detalhes em dourado. Uma longa bota amarela com laços completava o look.
  Ao seu lado haviam dois Pokémon, um era bípede e possuía um colar rosa em volta do pescoço, era branco e na cabeça, possuía uma espécie de cabelo fofo e rosa, suas patas inferiores era rosas também e sua língua estava sempre pra fora. Do outro lado, havia uma espécie de raposa amarela, extremamente magra que estava flutuando, seus olhos estavam fechados e ele permanecia sério e concentrado, havia detalhes em marrom na sua cauda e nos seus ombros e peitoral.



  Professor Oak entrou no laboratório e viu os papeis na mão da ladra.
  - Solte esses papéis! Eles são importantes! – exclamou o homem, nervoso com a situação.
  - Obrigada pelas informações, professor, vou usar elas direitinho. – Mary riu alto. – Slurpuff, use Fairy Wind!
  O Pokémon rosa e branco deu um pequeno rodopio, depois estendeu seus braços na direção dos policiais e seus Pokémon e soltou uma espécie de vento cintilante pela boca que atrapalhou a visão e a ação dos adversários, os Pokémon atingidos recuaram.
  Mary olhou para o Pokémon que estava flutuando ao seu lado, pegou Slurpuff no colo e ordenou:
  - Abra, tire-nos daqui. Use Teleport.
  Abra colocou as mãos sobre a cabeça e uma aura rosa cobriu seu corpo, em questão de segundos, ele, Mary e Slurpuff sumiram, num passe de mágica.
  - Droga! – exclamou Professor Oak, preocupado. – Droga! Droga!
  - Sentimos muito, professor. – disso o policial. – O que eram aqueles papéis?
  - As pesquisas sobre os Pássaros Lendários. – respondeu ele, deixando o clima tenso.

  Em algum lugar de CELADON CITY

  Mary deu passos largos pelo corredor, comemorando o assalto bem sucedido, o Abra e a Slurpuff a acompanhavam, ela entrou em uma sala onde Giovanni estava sentado em uma cadeira de couro, esperando atrás de uma mesa enorme cheio de papéis e uma estátua de um Nidoking majestoso para enfeitar.
  - Tudo certo? – questionou ele.
  A de cabelos rosas colocou a pasta com os papéis sobre a mesa do homem, que encarou aquilo como se visse um pote de ouro.
  - Perfeito! – disse, sorrindo, pegando os papéis, analisando cada uma das folhas.
  - Agradeço pelo Abra, foi bem útil. – ela retornou o Pokémon em sua Pokéball e colocou sobre a mesa também. – Aqueles meses se passando por professora naquela escolinha de Viridian foram perfeitos para conhecer a região.
  - Com isso, estamos cada vez mais próximo de encontrar Articuno, Zapdos e Moltres. – disse Giovanni. – Imagine as maravilhas que esse encontro pode causar.
  - Mais um passo para meu sonho. – sorriu Mary, sonhando alto.
  - Sim... “Seu” sonho... – disse o homem, cínico.

Livro: Authenticgames - Vivendo uma Vida Autêntica


"Living an authentic life"
Ficha Técnica:
Nome:
Authenticgames - Vivendo uma Vida Autêntica
Autor: Authenticgames (Marco Túlio)
Editora: Astral cultural
Ano: 2016
Número de páginas: 160
Impressão: PROL Gráfica (Miolo em papel Offset Lux Cream 90g e Capa em papel Cartão Triplex 300g)
Categorias: Autobiografia, Humor e Internet.
Sinopse: O mineiro Marco Túlio sempre foi apaixonado por games. Tão apaixonado que decidiu enfrentar a timidez e criar um canal no YouTube para falar dos jogos de que gostava. Com seu jeito simples e engraçado, Marco Túlio transformou o AuthenticGames em ponto de encontro para quase 4 milhões de crianças e adolescentes. É lá que eles trocam ideias, aprendem estratégias secretas sobre Minecraft e acompanham as séries exclusivas. Neste livro, os fãs vão saber como surgiu o projeto do canal, quem são os amigos da internet que o Authentic levou para a vida real e muito mais! Um dos youtubers mais amados do Brasil conta todos os seus segredos. Mais de 1 bilhão de visualizações!

Como esse livro foi parar em minhas mãos?

Antes de qualquer coisa, não é o primeiro livro de um Youtuber que compro, o primeiro foi o livro "Não faz Sentido - Por trás da câmera" do Felipe Neto, e naquela época, livros de biografias de youtubers não eram um hype, comecei a ler e logo abandonei, sentindo que esse não fazia meu tipo de leitura.
Tempo depois, os famosos livros de youtubers estouraram e milhares de livros foram lançados, o que gerou uma grande briga na internet entre fãs contra o povo que achava que os tais youtubers estavam estragando o cenário literário brasileiro, já que os tais livros estavam em praticamente em todas as vitrines.
Eu sinceramente nunca tive uma opinião formada, eu sou fã de milhares de youtubers, tanto que 70% do meu dia em gasto dentro do próprio Youtube, mas eu sempre tive um pé atrás com essa história de livros.
Tá, e como o livro do Authentic caiu em minha mãos? Eu conhece o canal do Marco Túlio há um bom tempo, mas nunca fui a pessoa que parou e assistiu todos os vídeos do canal dele (me perdoa), mas sempre via a simpatia do jogador de Minecraft em vários vídeos onde ele fazia participação, o canal do Tazercraft é um exemplo. Por fim, fui com meu pai ao Supermercado para fazermos a compra do mês, e vagando pela sessões de papelaria e de revistas, encontrei o livro do Authentic. Na hora estranhei, até porque não era muito comum encontrar LIVROS famosos em supermercados, então, refletindo um pouco, conclui que o livro estava lá por conta da aproximação dos dia das crianças, então o Supermercado queria entrar na competição para lucrar com o dia dos baixinhos.
Na hora eu refleti, e cheguei a conclusão que levaria o livro. Um dos fatores que me ajudaram na escolha foi a capa (mas isso é assunto para outro tópico) e também, eu queria dar uma chance novamente para o gênero autobiografia/biografia.
Pronto! Livro comprado. HORA DE LER!

Design (Capa e Miolo)

 O livro, impresso pela PROL Gráfica em papel Offset Lux Cream 90g para o miolo e papel Cartão Triplex 300g para a capa, é uma verdadeira obra de arte. A escolha do autor (ou de quem ajudou a editar o livro) foi muito bem feita, as imagens e símbolos que fazem referência a jogos 8-bits te dá a sensação de ler um livro moderno, exatamente como um livro de youtuber gamer tem que ser. A escolha de fontes é interessante e interativa e a qualidade das fotos do acervo pessoal do autor é incrível (só é uma pena que estejam em preto e branco).
A capa tem um tom de azul atrativo e as imagens de capa resumem o que você encontrará no livro: A história e a vida de um garoto fez dos jogos a sua profissão. A parte genial é esse rosto meio a meio do avatar do canal do Authentic e o rosto do Túlio.




O livro
E finalmente, vamos falar do livro em si. Por se tratar de um autobiografia, não podemos julgar o fator história aqui, até porque ninguém a escolhe a história de vida que quer ter, isso daqui não é The Sims (rs).
Então, vamos falar em como o Marco Túlio conta sua história de vida nas 160 páginas. Pra começar, o livro não é cheio de palavras, ele é bem simples e com uma leitura rápida, suave e fácil, o Authentic se preocupou em contar sua vida de um jeito que seus fãs ( em tese, um publico infanto-juvenil) conseguissem ler sem grandes problemas.
Talvez um ponto que me fez curtir muito o livro e que talvez não agrade muito o pessoal mais clássico, é a comunicação direta em escritor e leitor, com o uso de gírias e até vocabulários que o próprio Authentic usa em seu canal, mas que não afeta em nenhum momento a leitura para aquele quem quer conhecer o Tulião.
O livro é recheado de lições que o Authentic tenta passar para seus fãs, muitas vezes, você até acha que o próprio autor está sentado a sua frente, conversando sobre experiências que ele viveu e que lição ele aprendeu com isso. Isso é um ponto muito forte desse livro também, não é somente a história de um cara que fez um canal no youtube e ficou famoso por isso, é a trajetória de um jovem que buscou realizar seus sonhos e agradece todos os dias pelas pessoas que o ajudaram.
Mas talvez a lição mais importante que o Marco Túlio deixa para os leitores e seus fãs é: SEJA AUTÊNTICO! Seja você mesmo, não importa o que os outros vão dizer. Sonha, viva, compartilhe alegrias e tristezas com pessoas especiais. =D
Outro ponto muitoooo interessante é a tecnologia do livro. Como assim, Star? Já digo. O livro possui alguns links e QR-Codes, e um deles te leva para um vídeo secreto onde o Authentic te agradece por você estar lendo o livro e por fazer parte da história de vida dele. É um jeito genial de aproximar fã de artista, é uma recompensa por você se dedicar minutos ou horas da sua vida para conhecer uma pessoa que tira risos de você todos os dias. Sem contar nas várias perguntas que o autor insere no meio do livro perguntando sobre você e ainda pede que você as escreva no livro, tire um foto e poste em alguma rede social com a tag #LivroAuthentic.

Quem é o Marco Túlio?

Atrás do Authentic, existe alguém que se dedica todos os dias para trazer conteúdo para seus fãs, existe um jovem sonhador que tem seus medos e paixões, existe um garotinho que chegou para seu pai ( apelidado de Pai Authentic pelos fãs ) e disse que queria começar a gravar vídeos de jogos, existe um garoto que se emociona com histórias de fãs e se dedica de corpo e alma para eles. Existe um excelente amigo para todas as horas, uma pessoa firme em suas decisões e por fim.
UMA PESSOA AUTÊNTICA.
Eu quero separar esse espaço para falar também como o Túlio tem amor pelas pessoas que cercam ele, a ponto de deixar espaços para que o pai e os amigos mais próximos falassem um pouco dele. O livro não é só sobre o Authentic, e sim, sobre um todo de pessoas que moldaram o que hoje esse youtuber é.
Não podemos esquecer do amor que ele tem pelo Sheik, ou Sheikão, e pelo Chris, animais de estimação que moram com ele e com o Spok no Apê Muito Louco.
O livro é repleto de fotos da família, amigos, dos pets e das conquistas do Marco Túlio, e isso é muito emocionante e legal da parte dele. =D

Conclusão ( Compromisso: #TamoJuntoSempre)

Para encerrar, quero dizer que minha visão sobre o Authentic mudou, a partir de agora começarei a acompanhar ele mais de perto. É bom saber que o Tulião nunca deixou a fama lhe subir a cabeça, e que sempre manteve a simplicidade e o jeito Authentic de ser. Por fim, quero parabenizar o Authentic pelo sucesso, pelos 6 milhões de inscritos e pelo livro. O livro está mais do que recomendado, não apenas para os fãs, mas para público em geral que queira conhecer mais sobre o Marco Túlio. =D
E para encerrar, quero mostrar que o contrato de Compromisso #TamoJuntoSempre tá assinado, então, vou cobrar, hein?

=D

Myself;Yourself [RESENHA] - MdS


"You weren't there when i needed you most!"

Nome: Myself;Yourself
Gêneros: Drama, Romance, Escolar
Número de episódios: 13 + OVA
Ano de lançamento: 2007

Autor: Takumi Nakazawa
Estúdio: Doga Kobo
Produtores: Pony Canyon e Happinet Pictures
Sinopse: 
Sana deixou sua cidade natal, Sakuranomori, quando tinha onze anos, agora com dezesseis, regressa para morar sozinho num edifício pertencente a sua prima Aoi. Volta a reencontrar seus amigos - Nanaka, Aoi, Syusuke e Syuri - e descobre que, embora aparentemente esteja tudo igual, muitas coisas mudaram em sua cidade.




Esse anime...ele é triste. Sério.
Para começar, esse anime surgiu do nada e eu enrolei para assistir ele, eu sempre começava e parava no meio de algum episódio e nunca mais assistia. Mas depois de um tempo, eu voltei a assistir pra valer,e olha... Em um ou dois dias, eu já tinha terminado o anime.
Inicialmente, esteja preparado para se deparar com problemas sérios e maduros que esse anime expõe, são 13 episódios que foram suficientes para iniciar uma história e encerrar ela com chave de ouro.
Um dos fatores que me levou a escolher esse anime, além do romance (um dos meus critérios de escolha de um anime), foi a animação e os traços, devo dizer que é um anime muito detalhista em questão de cenários e objetos, e também muito caprichoso nos personagens, em suas roupas e expressões, principalmente as de pânico e timidez. O corpo dos personagens remete as idades que eles dizem ter e os dubladores fizeram um bom trabalho, parecendo que entraram na pele do personagem que interpretaram, dedicando corpo e alma para eles.

OS PERSONAGENS 

Myself;Yourself conta com 5 protagonistas mais secundários memoráveis, a verdade é que nenhum personagem se sobressai ao outro, por mais que a história foque na volta de Sana, a gente só vai ter um enfoque maior nele no final do anime, mas não que isso signifique que esqueceram dele, mas apenas escolheram um bom momento para colocar tudo a tona. 
Cada personagem é memorável por algo que ele fez ou é, e a distribuição das personalidades é bem equilibrada. Sana é o amigo responsável e líder do grupo, Nanaka é a garota tímida e gentil (mesmo sua verdadeira personalidade estar escondida por trás de uma máscara de dor e seriedade) e excelente violinista, Aoi é a amiga prestativa e dedicada, mesmo sendo desajeitada, amante de livros e boa cozinheira, Shuu é o amigo fiel e companheiro e Shuri é animada e sincera, mas horrível em dotes culinários.
Os secundários contribuem para que a trama dos protagonistas seja muito bem desenvolvida, destacando Yuzuki, a professora dos caramelos, Asami e a pequena Hinako.

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE AMIZADE

Ok, ok, o anime não tem como gênero a amizade, mas é um dos poucos animes que eu vi o verdadeiro sentido de amizade, ele abre a mão de várias cenas que podiam ser um boa trama para o casal principal para colocar uma boa cena de amigos se divertindo e fortalecendo seus laços. Laço tão forte que você até sente falta quando algum personagem não aparece. 
Mas devo destacar o laço entre Sana e Shuu, eles são exemplo de uma amizade forte e duradoura, que é muito bem aproveitada ao decorrer dos episódios.
O mais bonito é ver esse grupo de personagens se reunindo várias vezes na hora do intervalo da escola para conversar, coisa típica de adolescentes.


PROBLEMAS SÉRIOS

O ponto mais forte desse anime são os assuntos que ele aborda em forma de uma trama completa, dentre os principais, temos depressão, vingança e traição. Uma vez que alguma mídia toca nesses problemas, é importante ter cuidado, para não passar má impressão para o público, porém, Myself;Yourself trata esses problemas de forma madura, o assunto depressão até deixa uma mensagem importante, algo relacionado a renascimento e recuperação.


Além dos problemas adolescentes, temos os problemas adultos interferindo na vida dos protagonistas, como é o caso dos irmãos Shuu e Shuri e a vida política do pai deles, tornando a trama dos dois uma das mais tristes e sensíveis da história.
O passado é algo que interfere na vida dos personagens, principalmente da Nanaka, que devo admitir, tem um dos maiores plot twists, aliás, o anime é cheio de plot twists, você jura que o desenho irá seguir tal rumo e acaba seguindo outro diferente, você até chega a brincar de detetive para descobrir tudo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É difícil não recomendar esse anime, mas eu acho ele ideal para os fãs de drama e de cotidianos, já que o anime não conta com muita  "aventura", não há muitos cenários, e a maioria dos episódios se passa na escola.
O anime conta com um incrível tema de abertura, na qual é usado como fundo para o OVA, a música se chama Tears Infections e é cantada pela KAORI.
Por fim, devo dizer que você fica com ansiedade pelo final, mas fica com depressão quando acaba ele, pois ele te marca muito. E pode confiar, revê-lo novamente não acaba com a  graça nem com a emoção, pois o anime sempre vai te prender com seu enredo.

OPENING



ASSISTA EM:

Notas da Autora #03 - [Capítulo 2]


PRIMEIRAMENTE: EU SINTO MUITO PELA DEMORA D:
SEGUNDAMENTE: CARNE DE TAUROS É BOM PRA CARAMBA XD

OLÁ, ESTRELITAS E ESTRELITOS DO MEU CORAÇÃO, STAR NA ÁREA PARA MAIS UM POST. 
(essa seria minha saudação se eu tivesse um canal no Youtube)

Capítulo 2 no ar com um clima mais calmo, mais voltado para as apresentações de novos personagens, e é claro, da nossa segunda protagonista, Priscilla, se bem que os destaques foram Red e Gary. Obviamente, os dois são os mesmos do Aventuras em Johto, e posso dizer que aqui está a verdadeira explicação dele ser daquele jeito em Johto.

Sobre a Priscilla, ela é inspirada na nossa querida Zyky do Aventuras em Oblivia, principalmente pelo fato dela gostar da Yellow, além do nome e da personalidade. Mas lembrando que: Não é porque o personagem é inspirado em uma pessoa que tudo que ele faça tenha relação com a realidade. 

Agora: A POLÊMICA
NÓS COMEMOS POKEMON?!
Realmente eu adicionei esse fato de última hora, e cara, como ele chamou a atenção. Espero que não me denunciem por Apologia a Violência ao Pokémon e espero também que não tenham ficado chocados com a ideia maluca.

E por último: Desculpe pela demora dos capítulos, eu sou meio perfeccionista e gosto de escrever capítulos ao meu tempo e que eles fiquem perfeitos, então datas sempre me ferram D: Mas prometo compensar isso com postagens de resenhas de animes, mangás e jogos. 

Eu chamo o projeto de Mundo dos Shoujos e Games Room, onde eu vou fazer postagens relacionados a estes dois universos. O Games Room já foi inaugurado com Pokemon GO, que rendeu altos comentários rs, já no Mundo dos Shoujos, a estreia ocorrerá em breve com a resenha de Myself;Yourself (que não é bem um shoujo, mas faz parte kk).

Até a próxima, pessoal o/

Capítulo 2

  

  Alguém novo iria vir morar com ela, sua mãe lhe dissera que era a filha de um antigo amigo, só sabia que o nome dela era Charlotte e que tinha 8 anos. Não sabia de mais nada, sua personalidade ou tamanho. Será que era uma boa garota? Ou era aquelas garotas enjoativas que só pensavam em maquiagens e bonecas? Poderia ser também aquelas garotas que curtiam uma boa aventura, assim como Priscilla.
  Priscilla Chandler tinha 10 anos morava na pequena cidade de Pallet Town desde que nascera, na gloriosa região de Kanto. Era uma garota que adorava o ar livre e por isso, suas roupas viviam sujas ou sempre aparecia com um arranhão novo em casa. Além de aventureira, a garota era alegre e sincera, não era de arrumar brigas, mas estava sempre disposta a proteger um amigo. Tinha longos cabelos louros que brilhavam com a luz do sol, pele branca e olhos levemente esverdeados. Geralmente usava roupas práticas e flexíveis, como shorts e regatas, raramente era vista de saias, ela dizia que isso atrapalhava seus movimentos. 

  Estava na Route 1, rota localizada ao norte de Pallet, procurando alguns Pokémon junto de uma pequena criatura peluda e roxa, com enormes olhos vermelhos e pequenas patas e mãos e antenas no topo da cabeça conhecida como Venonat, a criatura era de sua mãe, mas vivia acompanhando Priscilla para todos os lados para evitar que se perdesse ou arrumasse encrenca. Enquanto vagava em seus pensamentos sobre a nova moradora, a menina subiu em uma das árvores da rota e sentou-se em um galho alto, a bolinha roxa aconchegou-se no chão encostando no tronco.



  - Sabe Venonat... – começou a loira. – Estou um pouco ansiosa pela chegada da Charlotte. Minha mãe falou que ela é de uma família rica, deve ser uma daquelas patricinhas filinhas de papai, mas posso estar errada também. Será uma caixinha de surpresa. – ela sorriu, e olhou para o Pokémon, esperando alguma resposta dele, este, apenas olhou para a garota com uma expressão curiosa.
  De repente, um vento forte sacudiu as copas das árvores e levantou algumas folhas, assustando Priscilla e Venonat, não parecia tratar de uma tempestade próxima, o céu estava claro e limpo, e o sol brilhava radiante no alto, era perto das 10 da manhã. Quando desceu da árvore para checar o motivo do movimento anormal, se deparou com uma enorme máquina preta voando pelos céus, se aproximando aos poucos da cidade de Pallet. 
  - Um helicóptero? É ELA?! – Priscilla exclamou, e animada, correu de volta para sua cidade natal, seguida de Venonat, que tinha dificuldades em acompanhar o ritmo da garota.
  
  O helicóptero desceu com certa maestria e força no solo de Pallet, a ponto de assustar alguns Pokémon e atrair os moradores curiosos para suas janelas só para espiarem o acontecimento. Apenas uma única pessoa saiu de uma das casas, era uma mulher, mãe de Priscilla, de cabelos louros e médios, usando um vestido rosa claro com avental, ela parecia saber quem estava naquele meio de transporte. Quando as hélices pararam de girar, uma das portas se abriram, Christoph desceu e auxiliou a filha, Charlotte, a descer também, Priscilla chegou nesse momento, e de longe, viu as duas figuras e se impressionou com a classe do homem e com suas roupas luxuosas, viu também a morena ao sou lado, que olhava para todos os cantos, tímida e extremamente curiosa com o novo cenário. Ela não parecia ser tão chata olhando de mais perto...
  - Bem-vindos. – disse a loira que havia saído da casa. 
  - Obrigado, Alice. – cumprimentou Christoph apertando as mãos da mulher. -  Há quanto tempo, não?
  - Sim, estava com saudades. – sorriu Alice, e logo depois, olhou para Charlotte, ao lado do pai. – E você deve ser a Charlotte, você cresceu muito. 
  - O-obrigada, senhora. – sussurrou a menina, extremamente tímida, se aproximando das pernas do pai.
  - Não precisa ficar tímida, eu não mordo. – riu a mulher, a menina se sentiu confortável e riu de volta.
  - Desculpe vir sem um aviso formal, mas as coisas pioraram por lá. – disse Christoph, um pouco envergonhado.
  - Ele está de volta? Digo, G- ... – a mulher foi interrompida:
  - É, ele mesmo. – a voz do homem parecia meio desesperada, ele chegou a olhar para Charlotte torcendo para que ela não tivesse ouvido e para seu alívio, a menina estava distraída com um Pidgey.
  - Ah, sinto muito. – desculpou-se Alice.
  - A- Apenas evite falar perto de Charlotte. - respondeu o homem, arrumando o terno, como se estivesse incomodado com algo.
  - Pode deixar, nada sairá da minha boca sobre o assunto.
  - Fico feliz em ouvir isso. - sorriu Christoph. - Onde está Priscilla? Faz um bom tempo que  não a vejo.
  - Deve estar perdida por aí. - riu Alice. - Ela tem um espírito aventureiro. 
  - Eu estou aqui. - respondeu Priscilla, se aproximando finalmente dos outros, seguida de Venonat. - E-eu viu o helicóptero chegando, é enorme!
  - Filha, acho que você se lembra um pouco de Christoph. - disse a mãe da garota. - E aquela é a Charlotte.
  A loira encarou a menina a sua frente, que parece gelar ao receber o olhar, e analisou ela da cabeça aos pés. Parecia uma boneca de porcelana, que poderia quebrar a qualquer minuto, mas ela não aparentava ser exibida, apenas... Tímida.
 - Você é diferente do que imaginei. - comentou ela por fim. - Mas de um jeito bom. Achei que você seria mais... Nariz empinado.
 - Priscilla! - repreendeu Alice. - D-Desculpe Charlotte, ela é muito impulsiva.
 - Tudo bem... - respondeu Charlotte, baixinho. 
 - Terminamos de descarregar as malas, senhor. – disse um dos seguranças a Christoph.
 - Ótimo. Pode voltar para o helicóptero. – disse, e depois se virou para Alice. - Por favor, cuide dela.
 - Pode deixar comigo.
 - P-papai. – Charlotte abraçou o homem, meio medrosa e com cara de choro. – Por favor, volta logo...
 Christoph ajoelhou-se na altura da filha e a abraçou.
 - Eu prometo. Se cuide e obedeça Alice. – respondeu o homem. - Eu te amo, pequena.
 - E-eu também, papai. 
 Christoph se levantou e num sinal se despediu de todos presentes, logo, entrou no helicóptero, onde aos poucos a máquina levantou vôo. Charlotte ficou olhando para a cena torcendo para que tudo fosse uma mentira e ela acordasse do pesadelo, não tinha nada contra Priscilla e Alice, mas não queria ficar longe de casa. Quando o meio de transporte voador sumiu completamente no céu, a garota sentiu alguém tocar seu ombro, ao olhar, se deparou com Alice. 
  - Não se preocupe. Está segura aqui. – consolou a mulher. – Não é igual a sua casa, mas eu prometo fazer melhor para que se sinta confortável.
  - Obrigada, senhora. – sorriu a morena.  Priscilla ainda observava a nova moradora. Realmente era um pouco diferente do que imaginava, ainda lhe aparentava muita delicadeza, mas ela não parecia alguém que se exibia pelo seu status ou dinheiro. É, era uma pessoa muito interessante.
  - Vamos entrar, estou preparando algo para comer. – disse Alice. – Priscilla, pode levar a Charlotte para conhecer o quarto?
  - Claro, mamãe. – a loira pegou a mão da recém-chegada. – Vem, você vai gostar. Tem um monte de pelúcias e um Game Cube. Ficaremos horas jogando Pokémon Colosseum!
  - A-ah... P-parece legal. – respondeu Charlotte, meio assustada com a empolgação da outra. 
  Priscilla puxou a morena para dentro de sua casa, Alice riu e repetiu a ação das garotas, retornando o Venonat para sua Pokéball. As duas subiram as escadas e entraram em uma das portas. A mais nova se impressionou com o novo lugar, não tinha os tons de rosa e nem as janelas altas como seu quarto, mas o estabelecimento era reconfortante igual. As paredes estavam pintadas de branco com vários pôsteres de Pokémon espalhados. Havia um guarda roupa enorme e próximo a ele, duas camas próximas, uma estava bagunçada, enquanto a outra estava perfeitamente arrumada. 
  - E-eu não tenho costume de arrumar a cama. – explicou-se Priscilla, rindo. – Eu vou usar ela de noite mesmo, não faz sentido arrumar.
  
Além disso, havia uma mesa no canto onde uma TV e um vídeo-game de cor roxa semelhante a um cubo repousavam.
  
  - E aqui, está o famoso Game Cube. – apresentou a dona do quarto, colocando a mão sobre o objeto. – Você tem costume de jogar vídeo games? 
  - Não... – respondeu a morena, o que deixou a mais velha de queixo caído:
  - Não sabe o que ta perdendo. Mas não se preocupe, agora você vai jogar até enjoar.
  Charlotte sorriu um pouco e continuou a observar o lugar, realmente, havia várias pelúcias de Pokémon que ela não conhecia de perto, uma tartaruga azul, um lagarto laranja, um sapo verde, entre tantos outros que estavam expostos em prateleiras no alto do quarto. A loira percebeu o interesse da colega e questionou:
  - Gostou dos iniciais de Kanto? 
  - Não os conheço muito bem... Não se parecem tanto com os de Sinnoh.
  - Aquele é o Bulbasaur. – começou a outra, apontando para o sapo verde. – Ele é do tipo grama, ele é meio lerdo, mas tem uma força enorme. – depois, apontou para a tartaruga. – Aquele é o Squirtle, do tipo água. A casca dele é muito dura e ele consegue se proteger quando entra nela. – e por último, ela apontou para o lagarto laranja. – E o melhor de todos, o Charmander, de fogo, é o mais rápido e mais forte de todos, e evolui para o Charizard enorme que cospe chamas muito ardentes. Quando eu crescer, vou iniciar minha jornada com um Charmander e vou vencer a Liga Pokémon! – anunciou ela, super animada. – E você, qual é o seu sonho?
  - M-meu sonho...? – Charlotte ficou reflexiva para um tempo, tentou olhar para o ambiente a sua volta como se procurasse uma resposta. – A-ah, eu acho que não tenho um sonho.
  Priscilla encarou a menina a sua frente, meio confusa e surpresa.
  - Não tem um sonho? Bom, você é nova, tem tempo para encontrar um sonho. – respondeu ela, sorrindo.
  - Priscilla! Charlotte! O lanche está pronto! - a voz de Alice ecoou escada acima, chegando até o quarto das garotas. 
  - Estamos indo! – respondeu Priscilla, exclamando de volta. – Vem, minha mãe deve ter feito o melhor sanduíche do mundo.
  Charlotte concordou e as duas desceram as escadas e foram até a cozinha, lá, Alice estava preparando a mesa, as garotas se sentaram e logo depois, a mãe de Priscilla sentou-se a mesa junto a elas. Priscilla esticou-se sobre a mesa e pegou uma torrada.
  - Porque não mostra a vizinhança para Charlotte? – sugeriu Alice, servindo um copo de leite para Charlotte. 
  - Interessante. Vou fazer isso. – sorriu a menina.
  Durante o lanche, a nova moradora manteve-se calada por boa parte do tempo, apenas respondendo as perguntas que a loira ou sua mãe faziam. Mas o clima estava bom, era um ambiente alegre, mãe e filha conversavam e riam, o que fazia Charlotte se sentir um pouco confortável.
  Após terminarem, as duas garotas se direcionaram até a porta.
   - Voltem antes do almoço. – disse Alice, lavando a louça.
  - Pode deixar... – respondeu a loira, saindo com a recém chegada.                    


    As duas estavam caminhando pela cidade de Pallet, Priscilla contava tudo que podia para a nova moradora, desde suas aventuras até sobre os moradores. A cidade não era das maiores, mas tinha seu charme, as casinhas possuíam pequenos jardins na sua frente, e vasos de flores pendurados nas janelas. Diferente de Sinnoh, quase não se via nuvens no céu e o sol brilhava bem mais forte.

  - Então, gostou da cidade? - questionou Priscilla. - No norte, temos a Route 1. E logo depois a Viridian City, que é onde eu estudo.
  - É uma cidade muito bonita, bem diferente de Hearthrome, mas tão aconchegante quanto. - comentou Charlotte. - Até o sol parece diferente, lá, ele vive coberto de nuvens ou não é tão quente como aqui.

  - Tenho certeza que vai se acostumar com Kanto. - concluiu a loira. - Agora quero te apresentar para algumas pessoas. Vem! - a menina saiu correndo, sendo seguida pela mais nova, que tentava seguir seu ritmo.
  Chegaram em uma casa que era semelhante as outras, Priscilla tocou a campainha, aguardando ser atendida, quem abriu foi uma jovem de 16 anos com longos cabelos castanhos bem penteados, olhos verdes e pele branca. Ela usava um vestido verde com um casaco branco por cima, nos pés usava uma sapatilha da mesma cor do vestido. 
  - Daisy! - exclamou a loira, ao ver a jovem.
  - Ah, olá Priscilla. - sorriu Daisy, cumprimentando-a, logo depois, retornou seu olhar a Charlotte. - E você, quem é?
  - Ela é a Charlotte. - informou a loira. - Ela vai passar uma temporada em casa, to mostrando a cidade para ela. 
  - Pallet Town não tem os melhores pontos turísticos, mas eu não troco essa cidade por nada.  - riu a mais velha. - Ah, entrem. - ela conduziu as garotas para dentro da casa, e em seguida, convidando-as para se sentar no sofá da pequena sala. - O que vão querer? Biscoitos, leite, café?
  - Ah,  vamos passar dessa vez, mas agradeço. - disse Charlotte, dando um leve sorriso. 
  - Que rude da minha parte, não me apresentei direito a você. - disse a de vestido verde para a mais nova. - Meu nome é Daisy Oak. Sou neta do renomado Professor Samuel Oak.
  - E também a melhor treinadora da região. - completou Priscilla.
  - Gentil da sua parte. - riu Daisy, meio envergonhada. - Mas eu sou uma novata ainda. Vai demorar um tempo até eu chegar na Liga Pokémon. Enquanto isso, eu cuido da casa e do Gary. 
  - E por falar em Gary, onde ele está? - questionou a loira, olhando em volta, procurando por alguém.
  - Deve estar com Red e o meu avô. Ele disse que iria dar umas "aulinhas" para os dois antes de escolherem os iniciais. - respondeu a adolescente, tomando um gole do seu café e sentando-se numa poltrona, em frente ao sofá em que as duas amigas estavam sentadas. 
  - Ah, quanta inveja. Minha mãe só disse que vou poder ter um inicial quando completar o Ensino Médio. - suspirou Priscilla. - Mas vai demorar muito, estou na 5ª série ainda.
  -Coisas de mãe... Mas um dia você chega lá. Vocês vieram a procura de Gary? Bem, ele está fora, como eu disse, mas deve voltar em breve. 
  - Nós vamos esperar por ele. Podemos ver seus Pokémon, enquanto isso? - questionou a loira. - Fiquei sabendo que ganhou sua 3ª insígnia recentemente, faz tempo que não vejo eles. 
  - Ah, claro. - a jovem morena tirou do bolso do casaco 3 objetos esféricos vermelhos e brancos com uma faixa preta no centro conhecidos como Pokéballs. - Lt. Surge me deu certa dor de cabeça com seu Raichu. Mas foi só um pouco de estratégia que eu consegui virar o jogo. - ela pressionou o botão central de todos os objetos e liberou três criaturas.

 A primeira, era uma espécie de sapo, andava sobre suas quatro patas curtas e gordas, possuía manchas por todo seu corpo, orelhas curtas e pontudas, a expressão do seu rosto era séria composta por olhos grandes e vermelhos, uma boca larga que exibia duas presas. Nas costas, um broto de flor cor de rosa florescia, revestida com longas folhas verdes. Era conhecido como Ivysaur. O segundo era uma espécie de rato amarelo, com longas orelhas pontudas de cor preta na ponta, sua expressão era mais amigável, com pequenos olhos pretos,um nariz pequeno e pontudo e um sorriso curto, as bochechas eram vermelhas e faiscavam de vez em quando. Seu corpo era todo amarelho com apenas listras marrons nas costas, ele andava tanto apoiado sobre as quatro patas ou sobre as duas traseiras. A cauda era em formato de raio e também tinha detalhes em marrom. Seu nome era Pikachu. E por último, havia uma espécie de tatu bípede de cor amarela, ele era um pouco mais alto que os outros dois, seu focinhho era pontudo e seus olhos eram grandes e expressivos, a sua barriga tera branca e sua patas possuíam longas garras afiadas. As costas eram cobertas por espécies de espinhos grossos e marrons e no final, uma longa cauda amarela completava o corpo. 



  Os olhos de Priscilla brilharam ao ver os Pokémon, ela se aproximou deles e acariciou a cabeça de cada um. 
  - Incrível. O seu Bulbasaur e Sandshrew evoluíram. - comentou a garota. - Ei, Charlotte, já conhecia esses?
  Charlotte se aproximou e observou cada um das criaturas.
  - Eu conheço o Pikachu. Os outros dois só vi por livros. - respondeu ela. - Mas são todos tão fofos. - comentou, acariciando a cabeça do Sandslash. 
  De repente, a porta da casa abriu, e dois garotos entraram, eles estavam levemente cansados. Um era a cara de Daisy, cabelos castanhos espetados e pele clara, com exceção dos olhos, que eram castanhos. Usava uma blusa solta roxa e uma calça preta e nos pés, uma bota de cano curto. Ao seu lado, estava um garoto de pele tão clara quanto a de seu colega, os olhos deles eram castanhos, mas dependendo da claridade do local, se assemelhavam a rubro, os cabelos negros eram escondidos por um boné branco e vermelho. Ele usava uma camiseta preta e calça jeans, nos pés, usava um tênis vermelho. 
  - Irmã, chegamos! - anunciou o de cabelos espetados. - Red pode almoçar aqui? 
  Os garotos adentraram na sala e se depararam com as convidadas e Daisy. O garoto de blusa roxa disse:
  - Hey, Priscilla. 
  - E aí, Gary? - sorriu Priscilla, levantando-se e se aproximando dos colegas. - Olá, Red.
  O de boné deu um leve aceno, em seguida, Charlotte se aproximou da loira, esperando ser apresentada aos garotos. 
  - Ah, Charlotte, esses são Gary Oak, irmão da Daisy. - informou a menina apontando para o de cabelos espetados. - E esse é Red. - ela apontou para de boné. - Red, Gary, essa é Charlotte, ela vai passar uma temporada em casa. 
  - É um prazer. - disse Red. 
  - O prazer é todo meu. - respondeu a de vestido, sorrindo.
  Gary encarou Charlotte por alguns minutos, era como se um imã o atraísse. Ele sentiu suas bochechas arderem, até que a garota percebeu o olhar e se encolheu, meio tímida e incomodada. 
  - Vai assustar ela, Gary. - cutucou o garoto de boné. 
  - Cara, ela é tão bonita. - sussurrou Gary para o amigo, que revirou os olhos. Charlotte e Priscilla se encararam, confusas, até que a loira resolveu perguntar:
  - E como foi lá com o Professor Oak? Daisy me contou que ele deu algumas aulas hoje.  - Foi muito bom. Mas ele ensinou o básico né? Baixe o HP e lance a Pokéball. - respondeu Red - Você deveria ter ido.
   - Eu até queria, mas você sabe como é... - começou a garota. - "Nada de brincar de Pokémon Master até acabar o Ensino Médio" - ela gesticulou, tentando imitar a voz da mãe. 
  - É realmente uma pena. - lamentou o garoto de boné. - Essa semana iremos pegar nossos iniciais. 
  - E já decidiram qual irão escolher? - questionou a loira.
  - Squirtle, com certeza. - respondeu, imediatamente, Gary, se gabando.
  - Charmander. - respondeu Red.
  - Ele só vai escolher o Charmander porque você gosta desse Pokémon, Priscilla. - alegou o de cabelos espetados, alfinetando o amigo com o olhar, e este, com a face ruborizada, respondeu com uma cotovelada. 
  - Charmander é o melhor inicial. Fez um boa escolha, Red. - sorriu Priscilla, e o garoto de cabelos escuros retribuiu com um sorriso leve e corado. 
  Charlotte sorriu ao ver a cena, definitivamente, a nova casa era mais agitada e confortante igual. No final, o novo não era tão assustador assim. 
  Após algum tempo de conversa, Charlotte e Priscilla voltaram para casa, a loira contou alguma de suas aventuras com Red e Gary, a amizade dos três eram extremamente forte, e isso fez a morena se recordar de Johnny. Ainda estava triste por não conseguir se despedir formalmente do garoto. “Espero que ele me perdoe”, pensou.
  Alice esperava as meninas com o almoço servido a mesa, as três se sentaram, Priscilla foi a primeira a se servir, Charlotte, ainda tímida, teve um pouco de dificuldade para escolher as opções, algumas eram diferentes de Sinnoh, mas ela fez questão de experimentar alguns diferentes.
  - Isso é carne de Tauros. – informou Alice, colocando uma fatia do alimento no prato da garota, que cortou e colocou um pedaço na boca.
  - Hmmm, muito bom. – disse ela, após engolir o pedaço. – Em Sinnoh, a criação de Tauros é complicada por causa da neve, então raramente comemos essa carne, lá, a gente come mais carne de Magikarp e Goldeen.
  - Temos bastante disso também, mas a maioria vem de Johto. A maior produção de leite de Miltank e carne de Tauros é de lá, mas como as regiões são bem próximas, temos em abundância também. – comentou a mais velha.
  - Falem o que quiser, mas Exeggcute mexido é a melhor comida do mundo. – alegou Priscilla.
  - Essa eu vou querer experimentar. – comentou a morena, curiosa.
  E assim, o jantar passou. As três trocaram risadas e conversas, Charlotte falou das suas experiências em Sinnoh, desde sobre sua família até a escola que estudava.
  - E por falar em escola, seu pai me pediu para que te colocasse na escola. – comentou Alice, quando tocaram no assunto. – Ele não quer vê-la longe da escola. Estava pensando em te matricular na mesma escola que Priscilla, que fica em Viridian.
  - Ótima ideia, mamãe. – sorriu Priscilla.
  - Uma nova escola? - questionou Charlotte, pensativa. Nunca havia pensado na ideia de mudar de escola, porque isso nunca lhe foi necessário até hoje, mas não pode esconder que estava ansiosa e curiosa. – Parece interessante.
  - E é. Vai poder estudar comigo, com Gary e com o Red. – disse Priscilla, claramente animada. A mais nova retribuiu com um sorriso.
  - Ótimo. Irei te matricular. – anunciou Alice. – Só... Tem um pequeno problema.
  - Problema? – questionou a morena.
  - Sim, você agora terá que responder como Charlotte Chandler.
  - Chandler? Mas, e meu sobrenome?
  - Foi um pedido do seu pai. Ele disse que não poderia te explicar no momento, mas disse que é para o seu bem.
  - Veja pelo lado positivo, Charlotte, você terá o mesmo sobrenome que o meu. – começou a loira ao seu lado. – Seremos tipo da mesma família, quase irmãs. – e soltou um sorriso.
  Na verdade, Alice sabia dos motivos por trás da mudança de sobrenome, mas eram motivos que não era possível explicar para uma criança. Ela achara impressionante como Christoph cuidara de cada detalhe para não expor e nem preocupar a filha.

  “ – Preciso que Charlotte tenha o sobrenome mudado. – disse Christoph, numa chamada de vídeo com Alice. – Poderia emprestar o seu? Chamaria menos a atenção.
  - Ah, claro. Mas isso não é ilegal?
  - Eu cuido de tudo isso, não se preocupe. – alegou o homem. – O importante é que ele não encontre Charlotte, ela não tem nada haver com meus erros do passado. 
  - Isso pode soar inconveniente para você, mas... – começou a mulher. – Porque Kanto? Você disse que ele é daqui, é seguro mandar Charlotte pra cá?
  - A própria região seria o último lugar que ele procuraria. – explicou. – Ele reviraria Johto, Hoenn, Sinnoh e até mesmo Unova e Kalos, mas nunca começaria por Kanto. Até isso acontecer, terei tempo para pensar em algo.”

  Alice foi despertada de suas lembranças quando ouvir Charlotte dizer: 
  - Vou adorar usar o sobrenome Chandler e estudar em uma nova escola, vai ser uma experiência interessante.


  Era perto das 22 horas, Charlotte e Priscilla se preparavam para dormir, a menor vestiu seu pijama com estampas de Cherubi e arrumou sua cama, procurou algo em uma de suas malas vazias e encontrou o pingente de Piplup.
  - O que isso? – questionou a loira, se aproximando ao ver o artefato. Ela usava um pijama com estampa de Pikachu.  
  - É um pingente de Piplup. – disse a morena. – Eu ganhei do Johnny, meu melhor amigo. Nós trocamos objetos importantes para nós para estarmos sempre ligados.  – a voz da garota soou meio triste. A maior notou a triste, colocou a mão sobre o ombro da menina e disse:
  - Eu sei que sente falta dela, eu sei que nunca vou substituir ele, mas farei de tudo para que se sinta bem. Tanto eu, quanto Red e Gary. Conte com a gente, você nunca estará sozinha.
  Charlotte olhou para ela e sorriu. De fato, com toda a agitação e animação do dia na região, ela percebeu que nunca estaria sozinha, podia contar com os novos vizinhos e talvez família. Agora, era uma nova época que se iniciava, e com ela, uma nova vida. E ela estava muita ansiosa para desfrutar de tudo.

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