Posted by : StarChan Jul 15, 2016



 O sol se pondo nas montanhas e a cor alaranjada do céu anunciava o fim de tarde de domingo na região de Sinnoh, alguns Pokémons retornavam para suas casas e outros se preparavam para a vida noturna, alguns Starly se ajeitavam nas árvores, os Bidoof se enfiavam em algum buraco ou arbusto e enquanto isso, Murkrow começava a voar pelo céu em busca de comida. Na Route 212 havia a famosa Pokémon Mansion, que aos poucos acendiam suas luzes internas, em um dos cômodos, mais precisamente, o escritório da casa, uma conversa entre pai e filha acontecia.

 - Está... Me mandando para Kanto? – perguntou a garota de oito anos, segurando um Turtwig de pelúcia ao homem alto.
  - Sim... Estou te mandando para a casa de uma amiga de longa data, em Pallet Town. - replicou o senhor em frente de uma mesa de madeira nobre que estava lotada de papéis e canetas.

   - O que eu fiz? - perguntou a menina, preocupada.

   - Nada, minha querida, é só... - o homem de terno coçou a barba e suspirou - Problemas de adulto...

  A mais nova a sua frente encheu a bochechas de ar e fez um biquinho, e em meio ao ato, respondeu, meio irritada:

  - Você sempre diz isso quando não pode me explicar as coisas, eu tenho oito anos, consigo entender as coisas. Eu até tirei nota alta na aula de matemática.

  O mais velho riu e se aproximou:

  - Apenas prometa que vai se cuidar.

  - Prometo escovar os dentes todos os dias antes e depois das refeições. - ela sorriu, da forma mais sincera – E também antes de dormir, como o senhor ensinou.

  O pai a abraçou:

  - Tenho certeza que vai, Charlotte. - e suspirou pela segunda vez - Eu te amo, filha.

- Eu também te amo, papai.


~ o ~ o ~ o ~ 


  No dia seguinte, o sol se levantou tímido por entre as montanhas, havia nevado na madrugada, então algumas árvores e telhados de casas estavam cobertos de neve. Alguns raios de sol atravessaram a janela enorme do quarto de Charlotte e atingiram o rosto da garota, que tentou cobrir usando seu travesseiro de penas de Swanna. Logo, alguém adentrou o recinto, acompanhada de uma criatura rosa conhecida como Clefairy.

  - Senhorita Charlotte, é hora de acordar, está quase na hora da escola – disse a empregada. – Bom dia.
  A garota resmungou um pouco e sentou-se na cama, bocejando e se espreguiçando, observando o enorme quarto a sua volta.
   - Bom dia... – respondeu ela, sonolenta.
  - Seus pais estão te esperando na sala de jantar para o café da manhã. – informou a mulher, abrindo as cortinas de algumas janelas. – Parece que nevou bastante de madrugada.
   - Estava bem frio... – sussurrou a menina. – Ei, Daisy. – chamou ela. – Sabe por que meu pai vai me mandar para Kanto?
  Daisy parou seu afazer e pareceu refletir sobre a pergunta e sobre a resposta que daria, claro que ela sabia o motivo, mas ordens superiores a impediam de dizer a verdade.  - D-desculpe, senhorita, mas não me informaram de nada... – respondeu, esperando que a garota não contestasse ou fizesse mais perguntas. Para sua sorte, Charlotte simplesmente respondeu:
  - Ah... Tudo bem... – e suspirou. A fim de cortar o clima tenso, a mulher terminou de abrir as cortinas e disse:
  - Vista seu uniforme, precisa de ajuda?
  - Não, obrigada.
  A empregada deixou o quarto e apenas sua Clefairy ficou. Charlotte desceu da cama e acariciou a cabeça do Pokémon, que respondeu com um grunhido alegre, a menina então se encaminhou para seu closet onde seu uniforme estava pendurado e havia sido preparado pela empregada, e então, começou a vestir a roupa.
   Charlotte Cattelya Vallièrie possuía longos cabelos castanhos e lisos, olhos grandes e expressivos onde as cores combinavam com a do cabelo, tinha a pele pálida, bem típica das pessoas que nasceram e cresceram em Sinnoh, frequentemente, era vista usando vestidos de tons claros de rosa ou roxo, isso dava a ela um ar infantil que combinava com a idade. Era uma menina gentil, delicada, muito educada devido a criação dos pais e tímida de vez em quando.
   Vestiu seu uniforme com certa calma, sendo sempre auxiliada pela Clefairy. O vestuário era composto uma camisa branca de abotoar, no pescoço estava preso um laço cinza, a saia meio azulada de comprimento acima do joelho estava presa sobre um suspensório que passavam por cima dos ombros da garota. A meia calça de cor cinza era grossa e esquentava as pernas da garota e nos pés, ela usava um coturno de couro preto muito bem engraxados. 
  - Prontinho. – disse ela para si mesma. O Pokémon rosa se aproximou carregando em seu colo uma mochila tradicional de cor branca. – Ah, obrigada. – agradeceu, pegando o objeto e saindo do quarto.


  Se aproximou do fim do longo corredor cheio de portas afastadas longes umas das outras e desceu as escadas de madeira, logo, se deparou com o hall da entrada e entrou a direita, deparando-se com a enorme sala de jantar.
  O recinto tinha as paredes pintadas de cor vinho, o chão era revestido com assoalho de madeira, havia janelas altas que mostrava nitidamente a paisagem do lado de fora, como se fosse uma pintura, havia também alguns quadros com obras clássicas de épocas antigas espalhados pelas paredes. Ao centro uma enorme mesa com tampo de vidro estava cercada por diversas cadeiras almofadadas e na ponta, duas cadeiras estavam ocupadas por um homem e uma mulher, os pais de Charlotte.
  Christoph Vallièrie, pai da garota, era natural da maravilhosa região de Kalos que se mudara para Sinnoh ainda jovem, no passado, escreveu um livro conhecido como Matéria que fez um enorme sucesso e que continuava sendo citado pela mídia, e atualmente, estava no ramo dos negócios comandando uma enorme empresa. Era um homem sempre muito bem vestido, usando ternos ou roupas formais, até mesmo em ocasiões informais, tinha cabelos lisos e negros e barba de mesma cor, seus olhos, por sua vez, eram castanhos, semelhantes ao da filha, e a pele era branca e um pouco mais escura do que de Charlotte.
   Nagisa Cattelya, a mãe, era da própria região e nunca fizera nada relevante em sua vida, mas era conhecida pela sua gentileza e bom humor. Ao contrário do marido, preferia usar roupas simples, porém delicadas e elegantes. Possuía cabelos castanhos iguais ao da filha, porém curto, olhos castanhos, o curioso nela era ser levemente mais alta que Christoph e sua pele era mais pálida do que de Charlotte. Era conhecida também por ter uma saúde levemente frágil.
   - Bom dia, papai e mamãe. – cumprimentou Charlotte, sentando-se a mesa junto aos pais.
   - Bom dia, filha. – respondeu a mãe, sorrindo.
   - Bom dia, querida. – disse o pai, não tirando os olhos do jornal que lia.
  - Hoje eu vou te acompanhar até a escola. – informou Nagisa, tomando um gole do seu café.
  - V-você? Mas... Hoje o papai prometeu que ia me levar... – respondeu Charlotte, meio confusa e indignada.
  - Papai está ocupado com o trabalho, querida. – contestou o homem, acariciando a cabeça da filha, sem tirar os olhos do jornal. – Desculpa, prometo fazer isso outro dia.
  - Todo dia você promete! Mas sempre inventa uma desculpa para não me acompanhar. – exclamou a menina, meio irritada.
  - Charlotte... – chamou a mãe da garota, e quando esta olhou para a mulher, Nagisa encarou a filha com um olhar que só as duas entendiam, não era uma discussão, muito menos uma bronca, era apenas um jeito de evitar que as duas perdessem tempo discutindo a toa. Charlotte abaixou a cabeça e não voltou a falar.

~ o ~ o ~ o ~

  Algum tempo depois, Charlotte e sua mãe estavam no carro rumando em direção a Hearthrome onde a escola ficava, além do motorista, um segurança acompanhava as duas, a garota estava em silêncio ainda decepcionada com Christoph, e Nagisa percebeu isso, então resolveu puxar assunto:
  - Sabe... Seu pai não faz isso por mal, ele realmente está muito ocupado. A vida de adulto não é fácil... 
  - Eu nunca quero ser adulta... – murmurou Charlotte, meio irritada.
  - Ser adulto é muito mais que trabalho, é ter responsabilidade e saber encarar as dificuldades da vida. – comentou a mulher. – Pode parecer chato, mas quando você resolve uma situação sozinha, você se sente muito bem. Você fica mais autoconfiante.
  A filha não disse mais nada, não sabia se ela havia concordado ou discordado com a mãe, mas com certeza tinha absorvido aquelas palavras. 
  O carro de cor preta parou em frente a um enorme prédio de cor branca cercado por grades cinzas e uma enorme porta e uma placa de ferro em destaque com o escrito Sinnoh Elementary School em letras de ouro. Era um dos colégios particulares mais famosos da região, e era responsável por educar filhos de grandes empresários, bancários e outros nomes famosos. No pátio da escola, várias crianças conversavam entre si, as idades variavam entre 5 e 13 anos, algumas estavam acompanhadas de seus pais, e outras de empregados e babás. 
   Charlotte, Nagisa e o segurança desceram do carro e receberam o olhar de alguns curiosos, a mãe arrumou seu casaco de pele e permaneceu parada, a estudante arrumou a mochila em suas costas e olhou em volta, procurando rostos conhecidos, não demorou muito a encontrar a de um garoto ruivo e pele levemente morena que se destacava em meio de tantos rostos iguais. Charlotte sorriu e correu em direção do suposto amigo.
   - Johnny! – exclamou a menina, chamando o garoto, recebendo o olhar reprovador de alguns pais.
  - Charlotte. – sorriu o menino, ao ver a amiga se aproximar. – Bom dia, como foi seu fim de semana? – questionou ele, com certa gentileza.
  - Muito bem, e o seu?
  - Bem também, obrigado por perguntar.
  Johnny, ou John Bennett, era o melhor amigo de Charlotte desde que entraram no colégio, tinha 9 anos e exóticos cabelos ruivos encaracolados e uma pele levemente morena. Seu pai era um rico bancário originário da região de Sinnoh, na qual o garoto puxou a cor dos cabelos, e sua mãe viera da afastada região de Alola para disputar os famosos Contests, e assim, John puxou a melanina dela. De personalidade, Johnny era cavalheiro, daqueles que puxam a cadeira para sua companheira num encontro, e muito educado, puxando a seriedade de seu pai, mas não dispensava um bom sorriso ou elogios, igual a sua mãe. Se tinha uma pessoa na qual Charlotte confiava, era em John, talvez metade dos seus segredos foram compartilhados com ele. 
  - Hey, Johnny, podemos nos encontrar no balanço na hora do lanche? – questionou a morena, após uns minutos de silêncio. 
  - Claro, aconteceu algo? – questionou o ruivo.
  - Talvez sim. – respondeu ela, meio triste. 
  - Ei, que cara é essa? – questionou de novo o ruivo, claramente preocupado. – Não fique assim, seja qual for o motivo, eu estou aqui. – ele pegou a mão da garota. Charlotte sentiu suas bochechas arderem levemente.
  - Obrigada, Johnny... – respondeu ela, com um sorriso tímido.
- Charlotte! – Nagisa surgiu, meio desesperada. – Por favor, não corra de novo. – ela se ajoelhou a altura da menina. 
  - E-eu estou bem, só vim até Johnny. – replicou a garota.
  - Não se preocupe, Senhora Vallièrie, eu cuido da Charlotte. – entrou John, sorrindo enquanto segurava a mão da amiga. Nagisa logo percebeu a determinação do garoto, claro que os problemas da família iam muito além do que ele imaginava, mas a proteção que Johnny dava a Charlotte era algo comovente e acolhedor. A mulher se levantou, encarou o ruivo com um sorriso leve no rosto e disse:
  - Sei que vai... – ela beijou a testa da filha e saiu, acompanhada do segurança.

  Não demorou para que três aulas se passassem e a hora do lanche chegasse, John e Charlotte estudavam na mesma sala e de longe eram os mais inteligentes, mas não se gabavam por isso, pelo contrário, viviam ajudando os colegas com os estudos e até mesmo com as famosas “colas”. Muito das pessoas que estudavam no colégio se gabavam pelo dinheiro de seus pais, isso fazia Nagisa comentar várias vezes: “Pobres crianças, desde cedo se corrompendo por causa do dinheiro.”
  Os dois amigos se dirigiram para fora do prédio da escola onde era possível acessar um pequeno jardim, alguns bancos de areia e por fim, um parquinho com o tal balanço. Por sorte, estava vazio, já que frio tendia a fazer as pessoas procurarem ficar dentro de suas classes, limparam os assentos cobertos de neve e sentaram-se. 
  - Eu gosto da paisagem branca de Sinnoh. – comentou John, olhando para o horizonte. – Mas eu prefiro o clima quente de Alola, sempre passo as férias com meus pais lá.
  - Eu fui uma vez para Hoenn, as praias de lá são magníficas, mas não gosto muito do sol. – comentou Charlotte, balançado de leve o seu assento. – Já viajamos para Johto também, ficamos em Ecruteak e foi muito divertido participar de um festival de lá, tivemos que usar quimonos. 
  - É... O mundo tem vários lugares incríveis a se explorar... – o ruivo olhou para a morena ao seu lado. – Mas então, o que queria falar comigo?
  A menina parou de balançar o objeto que estava sentada e encarou o chão, suspirou e logo soltou:
  - Eu vou me mudar...
  - O quê?
  - Eu vou me mudar para Kanto, Johnny... – quando repetiu pela segunda vez, a garota soltou algumas lágrimas. – Meu pai disse isso ontem para mim, mas não explicou o porquê, só disse que seria em breve.
  - Mas, mas... E a escola? E nossos trabalhos em grupo? – questionou o amigo, completamente chocado.
  - Eu queria ficar, mas meu pai não quer mudar de ideia. – choramingou a garota. – Ele diz que são problemas de adulto.
  - Você não pode ir embora! Não pode! – Johnny parecia implorar, estava a ponto de ajoelhar-se em frente a garota.
  - Eu também não quero ir! – gritou Charlotte, olhando para o amigo. - ...Eu não quero...Não quero deixar tudo para trás.
  Num vulto, John levantou-se de seu balanço e abraçou a amiga, um abraço longo e sincero, sem malícia, apenas um abraço de tristeza, mas também de conforto. A morena retribuiu o ato, depositando algumas lágrimas na roupa de frio do colega. Começara a nevar de novo, pequenos flocos de neve pousaram suavemente em tudo que era possível tocar, inclusive nos dois amigos que não pareciam se incomodar com a mudança no tempo. Após um tempo, se afastaram lentamente, Johnny sentiu que precisava melhorar o clima, suspirou e comentou, sorrindo:
  - Já que vamos ficar longe um do outro, precisamos de algo que mantenha viva nossa amizade.
  - Algo como? – perguntou a outra, curiosa, enxugando as lágrimas.
  - Podemos trocar objetos importantes para nós e assim, nunca iremos nos esquecer do valor desse objeto e nem da nossa amizade. - sugeriu o ruivo.
   - Um objeto importante... - refletiu Charlotte. - Ah, eu já sei!

   - Traga amanhã. E eu tratei o meu.

   - Combinado! - respondeu a garota, animada.


   Era fim de dia, e Charlotte entrou em sua casa com certa velocidade e partiu em direção ao seu quarto, tão animada que nem percebeu os cumprimentos da empregada e da Clefairy, só queria saber de chegar ao seu destino.
   Entrou no seu quarto cheio de pelúcias e coisas femininas e caçou em sua cama bem arrumada a pelúcia de uma tartaruga verde e marrom conhecida como Turtwig, um dos iniciais entregues pelo Professor Rowan aos treinadores novatos da região de Sinnoh.





    - É esse. - disse a si mesma, como se estivesse orgulhosa ou algo assim.

   Queria contar a alguém sobre seu trato com Johnny. Contaria a sua mãe, ela adorava ouvir histórias como essa. E ela soltaria aquele sorriso sincero que Charlotte adorava. Sim, iria contar a Nagisa. Jogou a bolsa da escola na cama e saiu do quarto, em busca da mãe.
De repente, ela ouviu gritos, gritos que vinham de uma sala do andar de baixo, e Charlotte deixou sua curiosidade tomar conta e seguiu o barulho, que saiam do escritório de seu pai. A porta estava entreaberta e a garota espiou para descobrir o motivo de tanto barulho. Era Nagisa e Christoph.

    - Você está enlouquecendo com isso! – exclamou a mulher, claramente irritada, uma expressão que Charlotte nunca vira nela. 

    - Enlouquecendo?! Desculpe se estou preocupado com a segurança de nossa família! – o homem exclamou de volta. 

    - Você só está tentando fugir disso! Entregue logo o maldito dinheiro e livre-se desse peso! – a voz de Nagisa queria se sobressair a de seu marido, mas sempre falhava no fim da frase.

    - NÃO! – Christoph socou sua mesa de trabalho, assustando a mulher e Charlotte, que ainda observava tudo, com certo medo. Há quanto tempo não via uma briga dos pais? Ou melhor, eles já haviam brigado alguma vez na vida? Estavam brigando por ela? Qual era o real motivo da briga?

    Nenhum dos presentes no escritório comentou mais nada, apenas evitaram trocar contato visual, Christoph parecia realmente cansado e preocupado, sua face e seu corpo pareciam de alguém que não dormia há dias, enquanto Nagisa tinha um olhar triste, como se absorvesse toda a energia negativa do marido.

    O silêncio era tão grande que eles puderam ouvir o choro de alguém. Era Charlotte, que estava no mesmo lugar, tentando segurar as lágrimas, mas como criança, não conseguia.

    - C-Charlotte... – foi a primeira coisa que Nagisa disse antes de sua expressão sair de tristeza para preocupação. Não pensou duas antes de se aproximar da filha, pegá-la em seu colo e abraça-la. – Está tudo bem... – sussurrou.

    - Porque estavam brigando? – questionou a menina, olhando para Christoph, que não levantara a cabeça, talvez estivesse envergonhado ou simplesmente queria evitar mais discussões.

    - Não estávamos brigando, foi apenas uma discussão... – a mãe fez questão de responder. – Ei, porque está com seu Turtwig de pelúcia, aconteceu algo com ele? – queria mudar de assunto, por isso, decidiu mudar o tom de voz para algo mais alegre.

    - E-eu vou dar para o Johnny... – respondeu Charlotte, olhando para a pelúcia enquanto respondia num tom não tão feliz como tinha planejado. 

    - Para o Johnny? 

    - Nós vamos trocar objetos importantes para nós dois, assim, um não esquece do outro... – comentou a filha. 

    Nagisa encarou a menina em seu colo e logo depois Christoph, que também olhou para a esposa. Ah, as crianças, sempre resolvendo os problemas da maneira mais inocente possível.


    No outro dia, mais precisamente na hora do lanche, Johnny e Charlotte voltaram a se encontrar no balanço do parquinho da escola, dessa vez, o sol estava mais radiante no céu, e não havia sinais de que havia nevado durante a madrugada. A garota estava com a mochila em suas costas, e quando viu o amigo se aproximar, jogou o objeto no chão e o abriu, retirando o Turtwig de pelúcia.

  - Você trouxe? – foi a primeira coisa que John perguntou, com certa animação.

  - Sim... – ela estendeu a pelúcia. – Eu adoro essa pelúcia, porque ela representa meu Pokémon favorito, o Turtwig, meu pai disse que já teve um e agora ele é um maravilhoso Torterra, não é o Pokémon mais forte, mas eu gosto muito dele.

  John pegou o objeto com cuidado, como se pegasse algo de vidro, observou bem a pelúcia que estava levemente suja e com sinais de quem era muito abraçado. 
  - Eu adorei... – respondeu ele, sorrindo. – Agora é minha vez... – o garoto enfiou a mão no bolso, vasculhando algo e de lá tirou um pequeno chaveiro de metal que estava estampado a foto de um pinguim azul, conhecido como Piplup. – Eu escolhi algo do meu Pokémon favorito também, eu ganhei esse chaveiro do meu pai quando fomos em um parque de diversões, foi um dos melhores dias da minha vida. – ele colocou o objeto nas mãos de Charlotte.





  - Eu irei cuidar muito bem dele, porque é um objeto importante para o Johnny. – a garota soltou um sorriso sincero e muito alegra. John corou levemente.

  - Descobriu alguma coisa sobre sua mudança? – questionou ele, alguns minutos depois.

  - N-não... Mas eu ouvi meus pais brigando ontem a noite... Eu ouvi algo sobre dinheiro. – respondeu a morena. – Não sei se está relacionado com a minha mudança, mas foi muito assustador.

  - Adultos sempre estão falando de dinheiro, então não posso dizer se tem algo relacionado. – suspirou o ruivo. – Mas não se preocupe, tenho certeza que será uma mudança rápida, e em alguns meses, você voltará.

  - Eu espero que sim...

~ o ~ o ~ o ~


  Uma semana se passou desde aquele dia, Charlotte continuou a ir a escola normalmente e o assunto da mudança nem era mais tocado entre ela e Johnny, estavam mais preocupados em curtir seus últimos dias juntos. Era um sábado, e Nagisa acordou a filha bem cedo, ela parecia um pouco preocupada, mas tentou não demonstrar muito.

  - Você precisa ir... – dizia a mãe, arrumando a mala da filha com certa rapidez junto com a empregada.

  Ela não teve tempo de perguntar o porquê, apenas foi retirada da cama e colocou seu melhor vestido cor de rosa. Estava completamente confusa e um pouco assustada, aos poucos, a empregada levou as malas da garota para fora. Quando a calma prevaleceu, Nagisa se virou para a filha e ajoelhou-se em sua altura, dando-lhe um abraço reconfortante e apertado.

  - Apenas prometa que vai se cuidar... – sussurrou, com a voz embargada.

  - E-eu vou... – respondeu a menor. – Mamãe, eu não posso me despedir de Johnny antes? 

  - Desculpe querida, não temos tempo... 
Charlotte abaixou a cabeça, prometera ao amigo que o avisaria quando fosse o dia de sua partida, queria falar com ele uma última vez. Porque estavam todos desesperados?




  Mãe e filha saíram pelos fundos da casa onde um enorme helicóptero preto aguardava a menina, que ficou impressionada com a elegância da máquina. Christoph estava perto do meio de transporte, dando algumas instruções a alguns seguranças que provavelmente foram contratados recentemente, já que eram rostos novos na casa, assim que os homens saíram, o pai acenou para que Charlotte se aproximasse, e ela o fez.

  - Desculpe assustar você desse jeito... Mas algumas coisas saíram do controle. – informou ele, sério.

  - E-estou assustada, papai. – disse a filha, meio encolhida.

  Christoph pegou a menina no colo e a colocou dentro do helicóptero, ajeitando o cinto de segurança na filha e outros instrumentos importantes.

  - Prometo que ficará tudo bem. – comentou o homem. – Você vai gostar de Kanto, vai morar com uma família legal. Eles têm uma filha que é quase da sua idade, você fará amizade com ela. – as palavras do pai saíam em tons embargados, claramente ele queria chorar.

  - T-tudo bem... Papai... – concordou Charlotte, cabisbaixa. - Confio em você. 

  O pai subiu no objeto voador e arrumou seus equipamentos de segurança. No banco da frente, o piloto e um segurança adentraram. A menina não parava de olhar em todas as direções, estava assustada com a situação, com aquelas pessoas, olhou para o pai, como se buscasse a resposta nele.

  - Podemos partir. – informou Christoph ao piloto.

  Em questão de minutos, o comandante da máquina ligou o helicóptero, que girou sua hélices com um som ensurdecedor, e logo levantou voo. Charlotte se deu a liberdade de espiar a janela ao seu lado, aos poucos, tudo estava ficando pequeno, as pessoas, sua mãe, sua casa, a cidade de Hearthrome e a região de Sinnoh. Tudo estava ficando para trás. Sua escola, seu quarto e Johnny. Sentiria falta de tudo aquilo, estava com medo de novo.


   Mas já era tarde demais, teria que encarar a nova e misteriosa realidade...

{ 24 comments... read them below or Comment }

  1. Amei! Parabéns pelo Capitulo, muito bom. :3

    Não vou dizer mais nada, sou péssima em analisar Capítulos kk, mas neste momento eu quero ir viver para o mundo Pokémon só para conseguir um exemplar de Matéria!! kk :3 e roubar o travesseiro de penas de Swanna a essa menina...

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    1. Hey Shii <3
      Muito obrigada pelo feedback, fico feliz que tenha gostado :33

      Penas de Swanna são moda, eu mesmo adquiri uns 3 travesseiros JAHSHAHSA Aah, Matéria, devia ser real igual no mundo Pokémon </3
      Até a próxima, moça :33

      ~Star-chan

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  2. Christoph Vallièrie , se traduzirmos para a antiga linguagem indigena dos Waka-Waka e invertemos é substituirmos as letras por Kanji , irá dar o nome Nicolas Ominous ,fazendo o mesmo processo com a Nagisa Cattelya porem utilizando a linguagem antiga da Nova Zelandia ,teremos o nome Fantina ,conhecidencia ? (Tudo isso para dizer que eu entendi a referencia do livro Matéria,e provavelmente por que a escola dela fica em Hearthrome)


    Como todas as fics da aliança provavelmente se passam no mesmo universo (Sinnoh e Kalos por causa das primas de Azalea e por causa da Royal Emperium ter citado Aerus, Johto e Kanto por causa do especial que eu estou muito animado para ler) então ,essa fic se passa antes ou depois de AeS

    Sobre Johnny e Charlotte - https://www.youtube.com/watch?v=-1NvdwUamcc

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    1. Donnel, olá. Obrigada por comentar o/

      Caraca, começou as teorias kk Vou ser sincera, você acertou na referência entre Christoph e Canas (nem tinha como errar né?) e eu adorei saber que você é bilíngue. ME ENSINE, DEUS! HAHSHAHS
      Quanto a Nagisa... Bem, só devo dizer que existe um shipp menos popular e discreto além de Cantina. E esse shipp tem relação com a Nagisa e Christoph. Mas você chegou perto, porque Fantina dará as caras num especial de Kanto :33 Aguarde

      FAÇA MAIS MEMES COM KANTO IGUAIS DESSES VÍDEOS. EU ADORO <3

      Até a próxima bro :33

      ~Star-chan

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    2. Tem um anime chamado Strike the blood,talvez eu encontre respostas sobre os pais da protagonista assistindo (Ou lendo a light novel)

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    3. CONHECE STRIKE THE BLOOD?! Aah, esse anime é muito bom <3

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    4. Vou assistir,mas vi bem de longe por causa da Nagisa e Cristoph(Personagens desse anime)

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    5. Nagisa é do Clannad, pelo menos é de lá que eu conheço ela kk

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  3. Inicialmente achei muito legal a ideia de um começo em outra região. Novamente me lembro em outros tempos em que gostaria de escrever em Kanto, porém gostava demais do Chimchar, e vivi um pequeno problema para iniciar minha fan fic. Segundo ponto: Johnny. Nos primeiros parágrafos já ganhou meu respeito, e promete ter uma grande história.

    Interessante também comentar sobre a troca de objetos para um se lembrar do outro. É engraçado ler isso em um mundo imaginário, já que no mundo real basta duas tecladas e dizemos um "oi, tudo bem?" ou "faz tempo hein brow?" para um velho conhecido. Além de mostrar a inocência de duas crianças que podem ficar anos sem se ver, também dá a ideia de relações enraizadas e de valores que hoje em dia eu não vejo em muitas pessoas (mas não sou filósofo, portanto voltemos a história HAHA). E olhe só, continuo lendo e aparece outra questão relevante quanto ao dinheiro. História cativante, bom início, algumas notas sobre problemas (sendo intencional ou não)... Éééé, Aventuras em Kanto é cultura meu povo. Melhor que muitas emissoras de TV HAHAHAHA.

    Eu elogiei sua escrita no prólogo, mas me surpreendi ainda mais hoje. Não é nada que diga "Nossa, parece o Tolkien escrevendo", mas eu puxo bastantes elogios em pequenos detalhes, pois são as peculiaridades de cada autor que acabam cativando o público e fazendo-o gostar, ou achar uma leitura tediosa e chata.

    Parabéns por mais um capítulo excelente, e estou no aguardo do próximo. Abraço bem verde (hahahahaha).

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    1. Hey Green. Obrigada por comentar:33

      Fico muito feliz que tenha gostado do detalhe de minhas sempre começarem em outra região, já é uma marca minha desde sempre kk
      Aah, Johnny, gosto de saber como ele marcou e que futuramente posso trazer ele sossegada de volta que o povo vai gostar :33

      Eu gostei de brincar com essa troca de objetos, foi uma sugestão do Canas (sempre ele kk), e eu adorei trabalhar com isso, me lembra muito anime shoujos e além de mostrar problemas que as crianças resolvem numa boa kk

      Fico feliz que Kanto tenha te cativado, espero te ver sempre aqui, corrigindo meus erros que passam e pode contar com sua opinião sincera :33

      Obrigada por tudo, bro.
      Até mais

      ~Star-chan

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  4. Oi Star! (Sim eu de novo) :3
    Tenho uma pequena pergunta, pensa em usar as Sevii Islands na fanfic no futuro? Eu acho que da região de Kanto é o meu sitio preferido e fiquei com curiosidade...
    Como a maioria não sabe ou se esquece que essas lhas são consideradas um arquipélago de Kanto depois dos jogos FireRed/LeafGreen, parece que poucas fanfics usam essas ilhas... E eu acho que iam dar uns episódios interessantes nelas...

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    1. Olá Shii ( de novo kk )

      Eu não tenho nada planejado para as Sevii Islands, mas Kanto ainda está começando e eu posso pesquisar sobre o assunto e formular um enredo bacana.
      Obrigada pela sugestão <3

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  5. Hey, Star! Também quero viver em um mundo onde o Matéria já foi publicado ;-; Mas se Arceus for bom e eu continuar com minha persistência, em breve tudo isso irá se tornar real! Já fico super contente que a galera notou as referências, pelo visto o Ralph não é mais só um personagem perdido dos meus desenhos mais antigos kk Agradeço de coração essa pequena participação tão especial, tanto para mim quanto para o livro, afinal, eles já são praticamente seus filhos também!

    Enfim, apesar de eu já ter opinado no capítulo quando ele ainda estava sendo construído, venho agora para deixar meu carinho registrado! kkk E antes de mais nada quero que se lembre da versão antiga, porque a nova é infinitamente superior kkkkk A polida final no roteiro é sempre muito importante, principalmente pela forma como você pôde inserir sua protagonista além de um pedaço importante do passado dela que antes não existia. Johnny veio para futuramente nos trazer lágrimas, estou até prevendo um Turtwig empoeirado, e quando este dia chegar, voltaremos para o Capítulo 1 para dizer: Eu avisei kkkk A forma como você fez a discussão do Christoph e da Nagisa aos olhos de uma criança foi crucial para que o roteiro não ficasse apenas em algo tranquilo, você imediatamente conseguiu lançar a Charlotte na aventura que a aguarda.

    Foi uma pena que alguns dos capítulos antigos se perderam, mas tenho certeza que foi por uma boa causa, até porque 1º) Você vai se lembrar de sempre fazer um backup dos seus documentos, e 2º) Com a ideia em mente, você teve forças para voltar e reler os capítulos antigos para melhorá-los ainda mais! kkkkkkk Então vamos dar as mãos nessa jornada e seguir em frente, sei que não é a primeira vez que você segue em uma a aventura por Kanto, mas torço para que dessa vez consiga chegar bem longe e concluir a história, ou ao menos ter o aquele sentimento de missão cumprida. Bem vinda de volta ao mundo das fanfics, Star! \õ

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    1. Hey Canas.
      Star é macumbeira e vê futuro mano, se tá escrito em Kanto, é porque vai acontecer, to até vendo Matéria fazendo sucesso, virando jogo, anime, filme e série. ATÉ ACTION FIGURE VAI VIRAR! E eu vou comprar 30 do Lesten <3
      Fico feliz em ser a mãe dos seus personagens, agora posso proteger eles com unhas e dentes HAHSHAHSA
      "O casal gostaria de comprar isso para o filho de vocês?"
      "Não, o Ralph não curte essas coisas" HAHSHAHS (quem manja, manja )

      Aah, o antigo capítulo 1 é uma prova que eu ainda tenho consciência de que posso melhorar. Mas jamais esquecerei o antigo :') Johnny surgiu do nada e ta fazendo sucesso, eu agradeço por me ajudar com ele, a ideia de troca de objetos é sua :33
      Agora é só esperar o retorno do garoto pros leitores ficarem tipo : OH NÃO, ELE VOLTOU! BORA SHIPPAR! Kk

      Doeu tanto fazer uma pequena briga entre Christoph e Nagisa :') Eu adoro tanto esse casal (nem sei porque HAHSHA) que deu dó de imaginar eles brigando, mas não se preocupe, reservo boas coisas para os dois. Fico feliz que tenha gostado de como trabalhei com a visão de uma criança em uma briga dos pais.

      Eu ainda tenho trauma de pen drives...
      Agora. BACKUP A CADA DOIS 2 SEGUNDOS PRA GARANTIR QUE ESSA PORRA NÃO VAI SE PERDER DE NOVO HHASHAHSHA Mas acredito que esse incidente me trará novas ideias e melhorias para os capítulos. o/
      Kanto já é uma casa pra mim, eu só tive que arrumar um pouco ela e deixa-la do meu jeitinho.
      Obrigada por comentar bro o/ Continue sempre aqui :33
      See ya

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  6. Parabéns pelo cáp 1!Basicamente uma introdução da personagem, sua infância e ela fazendo a troca de itens memoráveis com o amigo para sempre se lembrarem um do outro, afinal, ela iria se mudar para Kanto.

    Bem, realmente, meus parabéns e espero ansiosamente pelo próximo cáp.

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    1. Hey, Sir! Muito obrigada pelo comentário.
      O capítulo 1 é sempre uma introdução, não quis fazer tudo de forma desesperada - igual o capítulo 1 antigo - então trabalhei bastante com as relações da Charlotte.
      Essas amizades de infância, espero trazer Johnny de volta no futuro pra dar uma dose de nostalgia em todo mundo.
      Obrigada novamente e te vejo na próxima
      See ya

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  7. Yoooooooooo

    Que capítulo lindo <3
    Misturando tudo e mais um pouco rsrs(as regiões)

    Nossa vai ser muito épico em um futuro distante eles com as pelucias
    Mas o turtwig é inicial?Eu podia jurar que eram o Piplup,o Gible e o pachirisu ;-; eu quero um gible inicial ;-; alguém avisa pra nintendo mudar rsrs

    Cristoph ele me parece alguém quem seria?Matéria ja foi publicada e nem me avisaram,eu quero ;-;

    O nome da Charllote me parece ser familiar como se eu já o tivesse ouvido onde seria? Todo o nome dela é familiar tipo uma junção sacas?Tenho essa leve impressão parece nome de duquesa ou de anime rsrs como eu amo enteder referências huashuas


    Muito bom o capítulo os personagens,a clefairy,o Canas...,o Jhonny,o Duke...,o mistério por trás dessa fuga e as referências <3

    Malz pelo atraso de anos =x

    See Ya

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    1. Yooo Dark o/

      Bom te ver por aqui :D Que bom que gostou do capítulo.
      Kanto é tipo coração de mãe, sempre tem um espaço pra mais um, nesse caso, Kanto tem todas regiões kk

      Adoro pelúcias de Pokémon, eu tenho praticamente uma coleção. Comprei recentemente um Froakie maravilhoso <3 Mas voltemos ao capítulo kkk

      COMO ASSIM?! Sinnoh me fez acreditar que Gible, Pachirisu e Piplup eram os iniciais, Nintendo está confundindo a cabeça dos leitores.

      Hmmm... Quem seria o Christoph? É uma boa pergunta kkk Kanto podia ser real, aí teríamos Matéria em nossas mãos e eu teria 365 cópias do livro, uma para cada dia do ano <3

      Charlotte é um nome popular, principalmente na Europa, creio eu. Mas eu gosto muito do nome, quem me conhece, sabe que eu tenho um enorme históricos com Charlotte. Foi um amor que surgiu de repente, e pronto, coloco esse nome em todo canto kk

      Obrigada pelo comentário, bro. Nem está atrasado o/ te vejo na próxima <3

      See ya

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  8. MEUS SENTIMENTOS Ç0Ç
    Adorei esse começo Star!! Lágrimas foram derramadas, foi muito bem feito <3 melhor tipo de mãe <3 e consegui imaginar tudo muito bem >u<

    Então essa é a menina do Dragonite? Personalidade forte, gostei `u'
    (E DESCULPA O ATRASO SOU BEM LERDO E DESMOTIVADO P TD NAO DESISTE DE MIM)

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    1. Yoo Rafa o/ Bem? bom te ver por aqui :33
      Ta atrasado não :D Comentários são bem-vindos a qualquer hora.

      Muitos feels logo de começo, mas logo vai melhorar. Os arco-íris e unicórnios vão aparecer kkk
      Nagisa é um amor <3 <3 <3

      Olha... Foi um bom palpite muito bom, mas a Charlotte não é a garota do Dragonite kk

      Até mais o/

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  9. Hey!

    Gostei muito desse começo único e inovador, Star! Muitos parabéns pela criatividade você é ótima nisso!

    Ainda não percebi muito bem se a Charlotte vai ser uma treinadora com apenas 8 anos... talvez ela seja o Max ou a Bonnie do grupo?

    Tou ansioso para ver!!!

    Bye!

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    1. Hey, hey o/

      Obrigada pelos elogios, cara. Um começo calmo é tudo de bom, você vai se apresentando ao personagem aos poucos.

      Esse começo é só a infância dela mesmo, em determinado capítulo, eu vou dar um pulo temporal e todo mundo vai crescer. Aí sim a treta começa JASHHASHHA

      Fique atento e obrigado por comentar :33
      Até mais o/

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  10. Aqui é onde tudo começa. Nossa pequena e adorável Charlotte levanta vôo em direção à desconhecida Kanto. E com direito a referências à Matéria! Acabei de deixar um comentário em Johto dizendo que as referências estavam saindo do controle, e agora venho aqui e me deparo com isso! kkkk

    O Johnny é um amigo muito próximo da Charlotte. Difícil imaginar que ele tenha sido apenas um personagem passageiro. Algo me diz que ele vai dar as caras em Kanto... Será?

    De qualquer forma, a Charlotte parece estar sendo mandada para outra região como uma forma de fuga... Talvez o Christoph esteja tentando protegê-la de algo. O que poderia ser?

    Bem, depois daquele prólogo louco, vem um primeiro capítulo carregado de feels e já com uma pequena prévia dos problemas que estão vindo. Afinal, uma família rica o bastante pra ter trocentos seguranças estar agitada assim jogando tudo pro alto e arrumando malas às pressas... Não pode significar coisa boa. õ_õ

    Enfim Star, foi um excelente começo! A gente se fala qualquer hora! õ7

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    1. Hey Sigert, bom te ver por aqui.

      Eu já cheguei a comentar uma vez que essa história tem tanta referências que deveria se chamar Aventuras em Referências HAHSHAHSHA Mas eu não podia deixar de prestar uma pequena homenagem ao Canas o/

      Johnny surgiu do nada, eu queria um personagem e um drama para que a partida de Charlotte não fosse uma coisa superficial, é pra mostrar que ela deixando muita coisa pra trás

      Adultos as vezes tomam decisões complicadas, e pra Charlotte, o motivo da fuga é meio... Confuso. Ela apenas aceitou e foi. Eu tentei mostrar esse lado infantil perante os problemas adultos

      Eu gosto de começos calmos, queria apresentar a protagonista, alguns personagens e um pouco da trama, mas sem deixar de lado a ação e emoção. Altos feels HAHSHA

      Valeu pelo comentário,bro :33 Continue acompanhando

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